Ophelia, a histérica: 3 canções, 3 reflexões em 3 episódios

Performances de música de câmara em leitura audiovisual são apresentadas a partir do tradicional repertório, "Drei Lieder der Ophelia", Op.67, de Richard Strauss (Três canções de Ophelia). Montagens trazem uma reflexão sobre o tema da violência contra mulher 

 

Na próxima quinta-feira, dia 10 de junho, às 19h, vai ao ar, "Violência contra mulher", terceiro e último episódio do projeto “Ophelia, a histérica: 3 canções, 3 reflexões em 3 episódios”. Idealizado por Nívea Freitas, que também atua como soprano nas performances, o projeto apresenta episódios curtos (cerca de 8 minutos) e cada um traz  uma reflexão artística narrada e ilustrada visualmente, a partir da análise da personagem Ophelia de Hamlet, suas mazelas e o paralelo do sofrimento dessa personagem fictícia do século XVII e a realidade de mulheres no mundo todo que, ainda hoje, que sofrem com a violência doméstica . O acesso é gratuito pelo canal do youtube da Casa Híbrido Produções (https://youtu.be/rMigSHKnY-k) .

 

Cada episódio é uma performance de música de câmara em leitura audiovisual, que apresenta uma nova proposta de atuação do tradicional repertório "Drei Lieder der Ophelia", Op.67, de Richard Strauss, (Três canções de Ophelia), um ciclo de três canções, desmembrando-o em três episódios audiovisuais: Episódio 1: Difusão e Liberdade (estreou em 27 de Maio); Episódio 2: Útero (Histeria) (estreou em 3 de Junho); e Episódio 3: Violência contra mulher - que estreia no dia 10 de junho. Os episódios foram produzidos a partir da mistura de diversas linguagens, como a da composição musical contemporânea, de animação cut out inspirada em Monthy Python, edições e direções de fotografia inspiradas em obras do produtor, roteirista e escritor Noah Hawley. 

Além da inovação interdisciplinar do processo criativo, o projeto apresenta uma reflexão sobre o tema da violência contra mulher: no Brasil, em 2020, cinco mulheres foram vítimas de feminicídio por dia, no mundo todo, em torno de 243 milhões de mulheres foram submetidas à algum tipo de violência física e/ou sexual. A criadora do projeto, Nívea Freitas e seus irmãos, foram diretamente afetados por um caso de violência doméstica. “Encontrei na linguagem artística, uma forma de manifestar a importância da luta contra a impunidade e a violência doméstica que acontece muitas vezes de forma silenciosa na vida de muitas famílias”, lembra.

 

No universo da música erudita, além da ópera e do repertório de concerto, faz parte do trabalho de artistas líricos, assim como o de pianistas, trabalharem com o vasto repertório de canções de câmara - peças geralmente criadas a partir de textos poéticos, em formato único ou em ciclos temáticos, pensados para serem apresentados em espaços "de câmara", isto é, em espaços mais intimistas, e são geralmente compostos para a formação canto e piano.

 

O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc com apoio da SECULT, Governo de Minas Gerais, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

 

Equipe

Nívea Freitas é responsável pela elaboração, direção, roteiro, produção e performance como soprano do projeto. Nívea Freitas é soprano, bacharel em canto pela UFMG, onde também concluiu seu mestrado cuja pesquisa foi parcialmente desenvolvida na Sorbonne Nouvelle de Paris. Tem um segundo mestrado em performance e título de concertista, ambos realizados na HFMT Hamburg, da Alemanha. Vencedora do concurso "CLAB festival - NEUE KONZERT IDEEN", realizado em 2018 na Alemanha, um concurso que estimula a concepção de novos formatos de concertos, ela encontrou seu espaço de atuação, não apenas como soprano intérprete, mas também como uma artista criativa e autônoma, que produz e dirige seus próprios trabalhos, geralmente interdisciplinares e inovadores. Seus projetos pensam a performance da música erudita em diálogo com a linguagem digital e audiovisual, numa busca de comunicar com o público de hoje e acessar através da internet, públicos que consideram o erudito inacessível. É sócia fundadora da Casa Híbrido, juntamente com a compositora Nathália Fragoso, uma casa colaborativa com enfoque em economia criativa, que está começando agora a produzir seus próprios trabalhos artísticos, sendo "Ophelia, a Histérica", o segundo deles. (@casahibrido) (@niveafrei7)

 

A equipe que integrou a produção do projeto se desdobrou em multifunções para fazer possível a realização do trabalho que é conceitual, visual e musical. São eles: Eric Andrada, jovem e talentoso diretor de fotografia e editor, Wagner Sander, renomado pianista e profissional em captação e edição de áudio, Nathália Fragoso, compositora da trilha e sonorização do projeto além de atuar também como assistente de produção, Jackson Abacatu, premiado artista de cinema de animação, que contribuiu com as animações do episódio 2, além de outros profissionais e pessoas importantes que atuaram como equipe de apoio. 

Serviço:

Ophelia, a histérica: 3 canções, 3 reflexões em 3 episódios

Teaser:  https://youtu.be/Rs-FsxJxcxo

Episódio 1: Difusão e Liberdade (estreou em 27 de Maio)

https://youtu.be/wUVfFpd-j18

Episódio 2: Útero (Histeria)  - (estreou em 3 de Junho)

https://youtu.be/B6iI11Nrdi4

Episódio 3: Violência contra mulher - estreia em 10 de Junho, quinta, às 19h, gratuito 

https://youtu.be/rMigSHKnY-k (link de lançamento)

 

 

 

Informações para a imprensa: Luz Comunicação

Jozane Faleiro - jozane@luzcomunicacao.com.br - 31 992046367