A VIRA-LATA INDEPENDENTE

A história se repete: desde criança, a garota cantava no chuveiro os sons que ouvia no seio familiar. Na adolescência, com a vida já encaminhada para a música, se envereda definitivamente para este caminho. Um cliché. Ou quase. Nem todas as histórias são assim, e as que fogem à regra são as mais instigantes e atrativas. É o caso de Patrícia Rodrigues. Ou Pat Rodrigues. Ou simplesmente PATTI. Ou “PATTI & Os Mauzões”, alcunha adotada por ela para seu primeiro disco solo que agora ganha as ruas.

 

O show de lançamento ocorre no dia 16 de dezembro, quarta-feira, às 22h30, no Lord Pub, em Belo Horizonte.

 

A bióloga Patrícia jamais havia imaginado que a música poderia ser um meio de vida ou que ela trilharia este caminho em sua vida adulta. Mas a mudança não foi imediata. Patti acabou se formando e começou a trabalhar como bióloga, mas a música ainda estava ali, em suas veias, não deixando que ela se concentrasse 100% em sua profissão. Já imaginando que sua vida poderia tomar outro rumo de maneira definitiva. Recebeu o primeiro convite para integrar uma banda, a Pão de Queijo On The Road. A partir daí, seus finais de semana passaram a ser dedicados integralmente à música, fosse nos intermináveis ensaios na casa do baixista da banda, conhecida como "Disneylândia" ou nos inúmeros shows que a trupe fazia cidade afora.

 

Se na Pão de Queijo On The Road, e posteriormente na Dopaminas - banda que Patti criaria com três amigas - a pegada era o rock, seu gosto por sons ligados à música negra começava a sair da toca. O jazz, o blues, o soul, a paixão por cantoras como Aretha Franklin, gênios como James Brown, a estética do selo Motown e, principalmente, sua adoração por Amy Winehouse, fizeram com que ela começasse a imaginar um trabalho voltado para esta seara. O primeiro fruto deste momento foi a banda Back to Black, que como o próprio nome indica, presta um tributo à Amy Winehouse. Ainda na ativa, a Back To Black abriu muitas portas para Patti e a tornou conhecida na cena belorizontina. Nesta época, Patti ainda teve seu primeiro contato com um estúdio de gravação, quando foi convidada a participar do projeto "Estúdio Aberto", promovido pela ONG Contato, registrando três músicas - duas de sua autoria.

 

Mas foi quando ela abriu seus antigos cadernos, com versos e textos escritos em português, ao longo de toda uma vida, que tudo começou a fazer sentido. Muita coisa foi jogada fora, re-escrita e direcionada para se transformar em poesia, para, a partir daí, ser musicada. Sua escrita passou a ser mais direta, menos rebuscada e as melodias que ela dedilhava no violão passaram a se encontrar de uma forma ainda mais coesa. Assim, a persona musical de Patti se completou e ela pode partir para uma empreitada ainda mais instigante: seu primeiro trabalho solo.

 

O DISCO

O repertório foi composto por seis músicas de autoria de Patti; quatro co-escritas por ela e alguns de seus parceiros (Leonardo Laporte, Vinicius Ribeiro, Eugênio Aramuni); uma de Pedro Lago,; e uma de Pablo Castro e Murilo Antunes. Além disso, duas músicas ("Banho de Realidade" e "Voz Ativa") ganharam remixes feitos por J. Gatti, outro dos muitos parceiros de Patti, com quem ela desenvolve um projeto de música eletrônica. Ao todo, 13 músicos, escolhidos a dedo dentre os inúmeros que militam na noite belorizontina, emprestaram seus talentos para "Patti e os Mauzões", mas talvez este espírito errante seja resumido em uma única pessoa: o baterista Esdra Ferreira, mais conhecido como Neném. Verdadeira lenda da música instrumental mineira, Neném participou da música "Terça Jazz", composta por Patti em homenagem a ele, emprestando seu estilo inconfundível à canção e contribuindo para o clima geral do disco.

 

O projeto que se transformou no disco "PATTI & Os Mauzões" começou em 2012 e é fruto de uma pesquisa informal que Patti já fazia, mapeando os músicos e construindo um verdadeiro quem-é-quem da cena jazz, soul, blues e demais ritmos negros, da capital mineira. Por isso ele foi inscrito na Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte com o subtítulo "Jazz, soul e a cidade". A partir daí, Patti começou a procurar os parceiros que transformariam a idéia em realidade. Dois deles foram cruciais para isto.

 

O primeiro foi o produtor Leonardo Laporte, que Patti conheceu em uma de suas muitas incursões pela noite belorizontina em busca de músicos que entendessem sua linguagem musical. Leo não só foi o produtor, como tocou teclados e  fez os arranjos de todo o disco. O segundo parceiro não foi uma pessoa, mas uma entidade: a  ACESA (Associação Cultural Eu Sou Angoleiro), que estava construindo o Estúdio Escola de Cultura Popular. Assim que a obra do estúdio terminou, Patti se mudou para lá e, em pouco menos de seis meses, "Patti e os Mauzões" estava gravado.

 

O resultado é um trabalho coeso, que consolida a nova persona musical de Patti: jazzy, climática, direta e que vislumbra um novo caminho sem se esquecer do passado. Patti não é mais apenas a cantora que emula Amy Winehouse na Back To Black ou solta a voz em meio às guitarras das Dopaminas. Ela imprime um novo estilo que mistura tudo isto em um caldeirão que ganha também pitadas de MPB. Uma "vira-lata independente" como ela mesma canta em "Amores Vira-latas", faixa que abre o disco. Errante e irrequieta como um vira-lata, Patti transformou seu hobby em algo mais e registrou uma época de sua vida em "Patti e os Mauzões". Indicado para quem gosta de música feita para ser ouvida e não apenas consumida.

 

Serviço

Lançamento do CD de Patrícia Rodrigues, “Patti e os Mauzões”

Data: 16/12- quarta-feira, às 22h30, no Lord Pub - R. Viçosa, 263 - São Pedro, Belo Horizonte

Informações: (31) 3223-5979 (Lord Pub)

 

Ingressos: R$ 20,00 - Venda antecipada pelo site www.sympla.com.br

Os 50 primeiros compradores de ingressos, ganham o CD.

 

Valor do CD no local do evento: R$ 15,00

 

 

Imagens:

https://www.youtube.com/watch?v=rHhLULUxRvY - documentário

https://www.youtube.com/watch?v=kscky9Qc2jQ - Fragmentos

 

 

 

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