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CCBB BH recebe Mostra Violas Brasileiras: da Raiz ao Contemporâneo
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Com entrada gratuita, evento reúne nomes da tradição caipira e do contemporâneo em shows, roda de prosa e seminário, de 20 a 23 de agosto

 

A Mostra Violas Brasileiras: da Raiz ao Contemporâneo chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH), com apresentações de nomes consagrados da viola caipira, como Roberto Corrêa, Tavinho Moura, Chico Lobo, Wilson Dias e o Grupo Viola Quebrada, que dividem a programação com representantes da nova geração, incluindo Laís de Assis, Arthur Noronha – O Mago da Viola, Bruno Sanches Trio e Moreno Overá Trio, além de Gustavo Freccia, Som das Dez e Cícero Gonçalves. Shows, roda de prosa e seminário se complementam para celebrar a riqueza e a diversidade das violas brasileiras, reafirmando o instrumento como patrimônio cultural vivo, em permanente diálogo entre tradição e contemporaneidade. Com entrada gratuita, o evento acontece de 20 a 23 de agosto, quinta a domingo, no Teatro I do CCBB BH.

 

Idealizada pelo produtor cultural e coordenador do Projeto Violas Brasileiras, Júlio José, com direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela, a mostra apresenta ao público diferentes expressões da viola presentes em várias regiões do país. Da viola caipira mineira à viola de cocho pantaneira, da viola machete baiana à viola de buriti, o projeto evidencia a diversidade de sonoridades, tradições e linguagens que formam a grande família das violas brasileiras.

 

"A Mostra Violas Brasileiras foi concebida para revelar a riqueza e a diversidade das violas brasileiras, reunindo no mesmo palco mestres da tradição e artistas que renovam essa linguagem. Minas Gerais tem um papel central nessa história e isso se reflete na programação, com nomes fundamentais como Roberto Corrêa, Chico Lobo, Wilson Dias, Cícero Gonçalves, Tavinho Moura e Letícia Bertelli, artistas que preservam a memória da viola ao mesmo tempo em que apontam novos caminhos para o instrumento. Ao lado de músicos de diferentes estados, eles mostram que a viola continua viva, em constante transformação, dialogando com diferentes gerações e sonoridades sem perder suas raízes”, destaca Júlio José.
 

Com curadoria de Ivan Vilela, um dos maiores pesquisadores e difusores da viola caipira no Brasil, a programação foi concebida para apresentar diferentes gerações de artistas, aproximando mestres históricos, pesquisadores, intérpretes e novos talentos. Ao longo de quatro dias, o público poderá conhecer diferentes afinações, repertórios, estilos e formas de tocar o instrumento, em uma programação que evidencia sua presença tanto na cultura popular quanto na música de concerto e na produção contemporânea.

Além dos shows musicais, a mostra promove momentos de reflexão sobre a cultura da viola. Na sexta-feira, 21 de agosto, às 14h, a Roda de Conversa: “Produção em Foco” reúne Nilce Gomes, produtora cultural e idealizadora do festival Viola de Feira, referência nacional na valorização da música de raiz, e Angela Lopes, jornalista, produtora cultural e coidealizadora do programa Viola Brasil, responsável por importantes projetos de difusão da viola caipira ao lado de Chico Lobo. Já no domingo, 23 de agosto, às 14h30 a Roda de Conversa – “Viola Caipira - Patrimônio Material e Imaterial” contará com participação de Ivan Vilela, junto com Leticia Bertelli (BH), que é cantora, pesquisadora e doutora em Musicologia pela USP, reconhecida pelo trabalho de pesquisa sobre os cantos tradicionais e a memória musical brasileira, ampliando o debate sobre preservação, oralidade, tradição e os caminhos contemporâneos da cultura da viola.

Selecionada pelo Edital CCBB 2026-2027 e realizada pelo Projeto Violas Brasileiras, a mostra tem patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

 

Programação - Mostra Violas Brasileiras: da Raiz ao Contemporâneo

 

20/8/2026 - quinta-feira

19h - Show Roberto Corrêa e Gustavo Freccia (MG)

20h30 - Show Laís de Assis (PE)

 

 

21/8/2026 - sexta-feira

14h - Roda de Conversa : “Produção em Foco"– Nilce Gomes e Angela Lopes (BH)

18h - Show Som das Dez (SP)

20h - Show Wilson Dias Grupo (MG)

 

22/8/2026 - sábado

13h30 - Show Moreno Overá Trio (SP)

15h - Show Cícero Gonçalves (MG)

16h30 - Show Mago da Viola - Arthur (GO)

18h - Show Bruno Sanches Trio (SP)

20h - Show Chico Lobo Trio (MG)

 

23/8/2026 - domingo

14h30 - Roda de Conversa – “Viola Caipira - Patrimônio Material e Imaterial” com Leticia Bertelli (BH) e participação de Ivan Vilela

16h - Show Grupo Viola Quebrada (PR)

18h - Tavinho Moura (MG)

 

Laís de Assis, violeira nascida em Recife (PE), destaca-se na cena instrumental contemporânea ao projetar a viola de dez cordas nordestina. Mestra em etnomusicologia pela UFPB e graduada pela UFPE, ela une virtuosismo técnico à pesquisa do romanceiro popular. Em seu aclamado álbum de estreia, Ressemântica (2021), a artista imprime arranjos inovadores em ritmos regionais, consolidando passagens marcantes por palcos de prestígio nacional, como o Sesc Jazz e o projeto Violeiros do Brasil.

 

Nilce Gomes é uma das principais articuladoras dos bastidores da música de raiz e da preservação da viola de dez cordas no Brasil. À frente da Picuá Produções Artísticas, sediada em Belo Horizonte (MG), a produtora cultural é idealizadora e produtora executiva de projetos de grande relevância nacional, como o aclamado festival Viola de Feira. Com ampla experiência, ela assina a produção de grandes virtuoses do gênero, garantindo que a salvaguarda e a difusão da identidade caipira de Minas ocupem palcos de prestígio em todo o país.

 

Angela Lopes é jornalista, produtora cultural e sócia-diretora da Viola Brasil Produções. Há mais de 30 anos, dedica sua trajetória à valorização da cultura popular brasileira, com especial atuação na difusão da viola brasileira como expressão da identidade cultural do país. Produziu mais de 30 álbuns fonográficos, foi diretora de produção do Viola Popular Brasileira, o primeiro DVD de espetáculo de viola do Brasil, e coordenou a produção do programa de televisão Viola Brasil, exibido durante 18 anos. Há mais de três décadas, responde pela produção executiva do violeiro Chico Lobo e coordena projetos culturais de alcance nacional e internacional. À frente da Viola Brasil Produções, recebeu o Prêmio Profissionais da Música na categoria Melhor Produtora. Sua atuação une artistas, instituições e comunidades em torno de uma mesma causa que é fortalecer a cultura popular brasileira, por acreditar que a cultura fortalece a identidade de um povo.

 

Wilson Dias, violeiro nascido em Olhos D’água (MG), é uma referência nacional na música de raiz, com mais de 60 anos de vida e arte dedicados ao Vale do Jequitinhonha. Com uma discografia marcada por álbuns como Ser(tão) Infinito e Lume, o artista integra projetos importantes como o festival Voa Viola e a coletânea Viva Viola, unindo a tradição caipira a um estilo contemporâneo de transformação social.

 

Roberto Corrêa, uma das maiores referências da viola caipira no Brasil, nasceu em Campina Verde (MG) e se dedica ao estudo, à composição e ao ensino da viola há 40 anos. Chamado pelo crítico Tárik de Souza de “Guimarães Rosa encordoado”, o mineiro Roberto Corrêa é descendente de uma família de violeiros de Campina Verde. É graduado em Física e Música pela Universidade de Brasília. Tem doutorado em Musicologia pela ECA-USP. É um pesquisador incessante, tendo dedicado sua vida ao estudo e à prática do instrumento. Lançou 22 discos dedicados à viola e já tocou em todo o Brasil e também em diversas partes do mundo como Áustria, China e Portugal. É músico, intérprete e tem seu trabalho ligado às tradições interioranas mas também associado à contemporaneidade e à erudição. Tem três livros dedicados ao estudo da viola.

 

Gustavo Freccia é doutorando em performances culturais e mestre em música. Experiente instrumentista e pesquisador é um dos nomes mais expressivos da música antiga e instrumental no país. Reconhecido por sua maestria na viola da gamba baixo — instrumento de arco que teve seu apogeu no período barroco — o artista ganhou projeção na cena da música de raiz ao integrar o aclamado projeto Concerto para Vaca & Boi, em parceria com o mestre mineiro Roberto Corrêa, que será apresentado no CCBB BH. Em suas apresentações, Freccia promove um encontro sofisticado e inédito entre a tradição erudita europeia e a imensidão das violas brasileiras.

 

Moreno Overá Trio – Moreno Overá é violeiro, cantor e compositor campineiro, com mais de 40 anos dedicados à música brasileira. Radicado em São Luiz do Paraitinga (SP), tornou-se uma das vozes mais autênticas do Vale do Paraíba ao unir a tradição da cultura popular à modernidade instrumental. Integrou o renomado grupo Tarancón de 2008 a 2015, e hoje atua como regente e idealizador da Orquestra de Violas Rio Abaixo Mestre Jorge Charleaux, projeto pioneiro na região, focado na afinação Rio Abaixo e com seu projeto autoral "Viola Moderna". Com carreira consolidada no Brasil e turnês no exterior, Moreno combina de forma singular a divulgação do folclore nacional com arranjos contemporâneos. O grupo Moreno Overá Trio é formado pelo violeiro e cantor Moreno Overá ao lado dos músicos Danilo Bonato, na bateria e percussão, e Michel Cruz, no contrabaixo.

 

Cícero Gonçalves é cantor, compositor e violeiro natural de Teófilo Otoni (MG) e criado em Francisco Badaró, no coração do Vale do Jequitinhonha. Traz na bagagem a essência viva do cancioneiro popular. Músico autodidata, iniciou sua trajetória artística em 1985, vencendo festivais regionais de MPB. Sua carreira fonográfica ganhou projeção nacional em 1999, com o álbum de estreia Oferenda — gravado pelo selo Velas e produzido por Geraldo Vianna. Consolidado na cena da música de raiz, Cícero expandiu sua discografia com os aclamados discos Na Outra Margem do Rio (2004), dirigido por Vidal França, e Pintura (2016). Dono de uma técnica primorosa e sensibilidade poética única, o artista acumula centenas de prêmios em grandes festivais pelo país — incluindo consagrações expressivas no Festival de Viola de Piacatuba (MG), Ilha Solteira (SP) e Rio Casca (MG) — circulando com destaque por importantes palcos dedicados à viola caipira e às tradições mineiras.

 

Arthur Noronha — "O Mago da Viola" é natural de Goiânia (GO), sendo uma das grandes referências da nova geração da música de raiz. Com o projeto "Viola Sem Fronteiras", o artista une a essência do sertanejo tradicional e do pagode de viola a arranjos modernos de folk, MPB e rock popular. Fenômeno nas redes sociais, Arthur conquista plateias por onde passa com sua agilidade técnica impressionante e uma performance magnética, provando que a viola caipira não tem limites geográficos ou musicais.

 

Bruno Sanches é nascido no oeste paulista e mestre em música pela USP. O violeiro, cantor e compositor se apresenta em formato de trio, transitando com naturalidade entre a tradição caipira profunda e as influências urbanas. O Bruno Sanches Trio é formado pelo violeiro e cantor Bruno Sanches, ao lado dos músicos Samuel Lima, no contrabaixo, e Guilherme Jianelli, na bateria e percussão. O repertório une composições autorais, inspiradas no interior paulista, e releituras da MPB.

 

Chico Lobo é natural de São João del-Rei (MG) e radicado em Belo Horizonte. O violeiro, compositor e cantador é considerado um dos maiores guardiões e divulgadores da viola de dez cordas. À frente de seu trio, o mestre mineiro apresenta um espetáculo que conecta as fortes raízes de Minas Gerais a arranjos instrumentais sofisticados e contemporâneos. Essa busca inovadora é marca registrada de sua trajetória em projetos como o álbum Vertentes — ao lado de Ricardo Gomes (baixo) e Blas Rivera (sax) — e o elogiado 3 Brasis, que une a viola ao violoncelo e à clarineta. Com mais de 40 anos de carreira, Chico Lobo transforma o palco em uma celebração da identidade brasileira, aliando seu virtuosismo técnico a uma comunicação carismática e poética única.

 

Letícia Bertelli é natural de Belo Horizonte (MG). É cantora, pesquisadora e doutora em musicologia pela USP. É uma das vozes mais expressivas na preservação da memória musical brasileira. Com uma trajetória marcada pela pesquisa profunda de campo, a artista traduz em suas apresentações a força dos cantos de trabalho, das folias e das manifestações tradicionais do interior de Minas Gerais e do Brasil. Unindo técnica vocal impecável, sensibilidade e respeito às matrizes populares, Letícia Bertelli proporciona ao público um mergulho emocionante na identidade e na história da cultura oral.

 

Grupo Viola Quebrada é natural de Curitiba (PR). Com mais de 25 anos dedicados à valorização da autêntica música caipira e regional brasileira, tem o nome inspirado em um poema de Mário de Andrade. O conjunto une arranjos acústicos primorosos à exaltação das vivências do homem do campo, incorporando ritmos como o fandango paranaense. Indicado ao Prêmio da Música Brasileira como melhor grupo regional, o Viola Quebrada apresenta repertório repleto de nostalgia, com clássicos do cancioneiro caipira, focado na beleza das cordas e da sanfona.

 

Tavinho Moura nasceu em Juiz de Fora (MG) e é radicado em Belo Horizonte. Cantor, compositor e violeiro, é um dos pilares da música popular brasileira. Integrante histórico do movimento Clube da Esquina, o artista é mundialmente reconhecido por traduzir a alma do interior do país através de suas dez cordas. Com mais de 40 anos de estrada, mais de 17 discos gravados e indicação ao Grammy Latino, Tavinho une em seu show a sofisticação harmônica de Minas e um profundo trabalho de pesquisa do folclore mineiro — eternizado em canções como "Cálix Bento" e "Peixinhos do Mar".


 

Representatividade

A Mostra Violas Brasileiras é aberta ao público em geral e tem como proposta ampliar o acesso à cultura popular, mobilizando especialmente instituições focadas em cultura, inclusão social e terceiro setor. Dessa forma, reforça o convite para a presença de Organizações Não Governamentais (ONGs) situadas em Belo Horizonte. Informações (11) 98855-0135.

 

Serviço:

 

Mostra Violas Brasileiras: da Raiz ao Contemporâneo

 

Data: 20 a 23 de agosto, quinta a domingo. Horários de acordo com a programação.

Local: Teatro I – Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte

Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários – BH/MG

Ingressos gratuitos: disponíveis em ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH

 

Informações: (31) 3431 9400 | ccbb.com.br/bh

Instagram.com/ccbbbh | Facebook.com/ccbbbh

E-mail: ccbbbh@bb.com.br

 

Assessoria de Comunicação do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte 

Tiago Ferreira - tiagoferreira@bb.com.br – (31) 3431-9420/9400

 

Assessoria de imprensa da mostra

Luz Comunicação - @luz.comunica

Coordenação: Jozane Faleiro – (31) 99204-6367

Atendimento: Wandra Araújo – (31) 99964-5007

 

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