Jotabê Medeiros lança biografia de Raul Seixas

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O repórter e crítico musical Jotabê Medeiros participa de uma edição especial do “Sempre Um Papo” no debate e lançamento do livro “Raul Seixas – Não diga que a Canção Está Perdida” (Todavia), seguido de festa com o bloco “Toca Raul”. Jotabê que é, também, autor do livro “Belchior – Apenas um Rapaz Latino-Americano” vai conversar com o público no dia 28 de novembro, quinta-feira, das 19h30 às 20h30. Depois, festa na Casa do Jornalista, à Av. Álvares Cabral, 400, Centro.

Como Raulzito, o garoto classe média de Salvador e fã de Elvis Presley, se transformou em Raul Seixas, um dos maiores ícones da cultura pop brasileira? Como o jovem sonhador, depois de “passar fome por dois anos na cidade maravilhosa”, conquistou as gravadoras e o grande público? E como o responsável por versos que se confundem com a contracultura dos anos 1970, foi derrotado pelas drogas e pelo alcoolismo na década seguinte, mas sem deixar de produzir hits inesquecíveis? Jotabê Medeiros é crítico musical de larga experiência, responde a essas perguntas e apresenta a primeira biografia de Raul à altura de sua importância.

Jotabê Medeiros já atuou na CNT/Gazeta, na Veja São Paulo e nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Em 2004, Jotabê foi finalista do Prêmio Comunique-se de Jornalismo.

Serviço:

Sempre Um Papo com Jotabê Medeiros, seguido de show do bloco “Toca Raul” 

Dia 28 de novembro, quinta-feira, às 19h30, na Casa do Jornalista - Av. Álvares Cabral, 400, Centro. Entrada gratuita. 

Informações: 31 32611501 

Informações para a imprensa:

Jozane Faleiro - jozane@sempreumpapo.com.br - 31 35676714/ 992046367

 

TOCA RAUL AGREMIAÇÃO PSICODÉLICA 

Em 2010, um grupo de amigos viu surgindo de trás das montanhas azuis um trem fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem. Era o carnaval de BH. Esse grupo não se contentava em ficar sentado num trono de apartamento com a boca escancarada cheia de dentes e disse: Eu vou entrar nesta bagunça, não me leve a mal. Sem instrumentos, sem saber tocar nada, levantaram a mão sedenta e, movidos a álcool, começaram a andar. Embalados na certeza de que você ainda pode sonhar, se apropriaram do mote do expectador de espetáculos e gritaram: Toca Raul! E, como o maluco é beleza, abençoados por Dr. Pacheco, batizaram o grupo de Toca Raul Agremiação Psicodélica. Assim, em 2011, empinaram sua bandeira, adquiriram um carrinho de supermercado, o corcel 73, calibrado com garrafas de bebidas nada enrustidas e não pararam na pista, saindo todos os dias daquele eterno carnaval. Como mosca na sopa de outros blocos, entoavam os cânticos carnavalescos, fazendo, fuçando e forçando um Toca Raul em suas letras. E, nos anos seguintes, como se pedia mais, se pedia bis, cada vez mais forte e mais lindo, seguiram gritando ao mundo que estavam certos. O carnaval cresceu, ninguém tocou Raul e os membros da agremiação sentiram a necessidade de mudar de estação, era hora de girar o botão. Com a ajuda de moços de discos voadores, suçuaranas, pardais e sábios chineses, montaram uma banda, pois sabiam que Toca Raul é muito bom, é natural. No sábado seguinte ao carnaval que passou, em 2016, botaram pra ferver pelas avenidas. Sem medo da chuva, o Toca Raul Agremiação Psicodélica, levando consigo quem vai ficar e quem vai partir, sem paranoia, segue sempre avante no nada infinito, flamejando seu rock, seu grito, acreditando na luz que brilha lá no céu, tentando outra vez construir uma sociedade alternativa.