MINISTERIO DA CULTURA, BRADESCO E TEATRO SESIMINAS TRAZEM A BELO HORIZONTE: “GALILEU GALILEI”, COM DENISE FRAGA

Denise Fraga chega à capital mineira com o espetáculo “Galileu Galilei”, de Bertolt Brecht. No palco, a atriz interpreta o cientista perseguido pela Inquisição por afirmar que o sol é o centro do universo. Contemporâneo, este clássico do dramaturgo alemão trata de questões como a intolerância e as disputas políticas e religiosas. E mais que isso, a peça chega aos jovens demonstrando a importância do saber, do conhecimento indo na contramão do estar, e não do ser, tão típico nos adolescentes. Montagem faz curta temporada no Teatro Sesiminas, do dia 3 a 5 de junho, sexta a domingo. 

 

 

Com direção de Cibele Forjaz, completam o elenco os atores Ary França(parceiro de longa data de Denise Fraga), Théo Werneck (querido pelo público e destaque no programa Super Positivo da TV Band), Lúcia Romano, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren. Peça foi eleita como a Melhor Comédia de 2015 pelo Prêmio Arte Qualidade de Teatro e Prêmio Governador do Estado de SP para Cultura, para a diretora Cibele Forjaz. 

 

Quando protagonizou a produção “A Alma Boa de Setsuan”, texto de Bertolt Brecht que resultou em grande sucesso, a atriz Denise Fraga leu outro texto de autoria de Brecht, Galileu Galilei. “Cada vez que eu lia o texto, um frisson invadia meu peito. A origem de um projeto de teatro para mim é quase como uma fofoca. Ao ler o texto é como se eu escutasse algo no ouvido que eu não pudesse deixar de passar adiante”, explica ela. O resultado desse sussurro inspirador é uma superprodução que já percorreu doze cidades e cumpriu temporada de sete meses em São Paulo, inclusive em CEU’s, colégios da periferia da cidade, e foi visto por mais de 80 mil pessoas.

 

Depois de tomar coragem, Denise decidiu interpretar o grande cientista italiano redesenhado por Brecht, que aliou humor e ironia aos fatos históricos e expandiu seu texto para além dos acontecimentos. Dono de um texto popular, Brecht acreditava no poder de divertir para se comunicar

 

Para dar corpo ao projeto, Denise Fraga convidou Cibele Forjaz para assinar a direção, com quem já tinha trabalhado, na leitura de Ponto de Partida, de Gianfrancesco Guarnieri. “Quando Denise me convidou, juntou a fome com a vontade de comer: o desejo de voltar a trabalhar com ela e a vontade de revisitar Brecht, que já havia montado no final dos anos 90”, destacou Cibele. Fã do autor, a diretora enxerga em sua protagonista uma atriz incansável, uma operária do teatro. Denise, por sua vez, acredita que Cibele é dona de uma sensibilidade que eleva a caixa cênica à dimensão dos sonhos. 

 

Segundo a atriz, a grande estrela de Galileu Galilei é o poder da palavra. A clareza de raciocínio, o humor, o percurso da história, que conduz a um estado de reflexão. Se, em “A Alma Boa”, a questão principal era: “Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos?”, em Galileu, ela extrapola os limites do individual e pergunta: “Como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como contribuo para o avanço social sem me preocupar unicamente com meu conforto individual?”

 

O espetáculo propõe uma reflexão sobre o que somos, o que viramos, o quanto abandonamos de nós, a luta de classes, o “ser mandado” e “ser patrão”, a tirania do poder econômico, as liberdades de escolha e o preço a pagar por elas. “O que eu espero é divertir as pessoas com um espetáculo festivo e fazê-las sair do teatro pensando em qual será a nossa alternativa para escapar desta areia movediça. Reiterar a fé na ideia de que o conhecimento e a razão humana ainda são os melhores instrumentos de luta contra a repressão, a injustiça, a miséria e o único caminho possível para o avanço social”, acredita Denise.

 

 

Sinopse

Na Itália do século XVII, Galileu consegue construir um telescópio mais potente do que os já existentes e explora o céu de forma inédita. Com os satélites de Júpiter, ele finalmente comprova a doutrina de Copérnico, de que o Sol seria o centro do Universo e a Terra se moveria ao redor dele. Galileu passa a defender e a propagar esta ideia, apesar de saber que contrariava os preceitos da Igreja.  Movido por sua nova e científica verdade, o genial estudioso viu os poderosos virarem as costas para os fatos que comprovava. Em tempos de Contra Reforma, como postular  que Deus não era o centro do universo? Nem mesmo o prestígio e as amizades influentes o protegeram: Galileu foi perseguido pela Santa Inquisição, processado duas vezes, ameaçado de tortura e obrigado a negar publicamente suas descobertas. Somente três séculos depois de sua morte, o processo foi revisto e ele recebeu absolvição por parte da Igreja. 

 

Brecht coloca em xeque o herói, seu significado social, a discutível necessidade de sua existência numa sociedade que compromete a liberdade em seus inevitáveis jogos de poder.  Com isso, chama toda a plateia para compartilhar de sua questão.  “Galileu Galilei nos faz acreditar que a história do mundo foi construída por homens que tinham suas fraquezas e suas dúvidas misturadas a seus atos de coragem e clareza”, atesta Denise. 

 

Montagem

O espetáculo da diretora Cibele Forjaz desvenda o fazer teatral diante do público, com atores que manipulam o cenário e fazem a contrarregragem diante do público. Juntos, os dez atores trazem à cena uma profusão de formas, conceitos, parodias grotescas, cenas pungentes, emoção e riso, um estranhamento carnavalizado com a intenção de, talvez, criar um espetáculo genuinamente épico brasileiro.  O elenco mistura atores parceiros de longa data de Denise e de Cibele: Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigou, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren estão em cena para contar a saga do cientista.

 

A trilha sonora de Lincoln Antônio e Théo Werneck cria novas canções, ambientes sonoros e reinventa músicas originais de Hanns Eisler para a obra original de Brecht. Márcio Medina cria um espaço cenográfico que valoriza as inúmeras analogias ao movimento circular sugerido pelo texto. Os figurinos de Marina Reis passam pela Renascença e chegam até o futuro próximo, ora identificando épocas, ora sugerindo a atemporalidade das questões. A luz de Wagner Antônio contribui para criação de climas e espacialização, valorizando  a ótica e a luz tão estudadas por Galileu. 

 

Ficha Técnica:

 

Elenco: Denise Fraga, Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren / Direção Artística: Cibele Forjaz / Adaptação/Dramaturgia: Christine Röhrig, Cibele Forjaz, Maristela Chelala e Denise Fraga / Cenografia: Márcio Medina / Trilha Sonora: Lincoln Antônio e Théo Werneck / Iluminador: Wagner Antonio / Figurinista: Marina Reis / Visagista: Simone Batata / Preparação Corporal e Coreografia: Lu Favoretto /Preparação Vocal: Andrea Drigo / Fotos: João Caldas / Programação Visual: Philipe Marks / Produção Executiva: Lili Almeida / Direção de Produção: José Maria 

Produção: NIA Teatro / Produção local: Rubim Produções

Currículos

 

Denise Fraga

 

Atriz, autora de dois livros e produtora de teatro e cinema. Entre os espetáculos teatrais em que atuou, destacam-se “Chorinho”, “Sem Pensar”, “A Alma Boa de Setsuan”, “A Quarta Estação” e “Trair e Coçar é só Começar”.Na televisão, desenvolveu diversos programas para o Fantástico na TV Globo, entre eles o quadro “Retrato Falado”, no ar por 8 anos, além de atuar em novelas, humorísticos e minisséries. Seus últimos trabalhos nesta linguagem foram os seriados “3Teresas” para GNT e “A Mulher do Prefeito” pela TV Globo, ambos em 2013. No cinema, atuou em mais de 12 longa-metragens, entre eles: “Por trás do Pano”, “Cristina Quer  Quer Casar”, “As Melhores Coisas do Mundo” e “Hoje”. Em todas as linguagens, conquistou importantes prêmios nacionais e internacionais, como Grande Prêmio Brasil, Festival de Cinema de Gramado, Prêmio APCA, Festival Internacional de Cinema Latino Americano de Havana e o Kandango no Festival de Cinema de Brasília.

Atualmente é colunista da Folha de São Paulo e da Revista Crescer. 

 

Cibele Forjaz

Diretora e iluminadora teatral. É docente e pesquisadora do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP desde 2006, onde leciona iluminação e direção teatral.  É diretora artística do grupo de teatro Cia. Livre, com o qual encenou os seguintes espetáculos: "Toda Nudez Será Castigada", de Nelson Rodrigues (2000/01); "Um Bonde Chamado Desejo", de Tennessee Williams (2002,); "Arena Conta Danton", de Fernando Benassi (2004/06); "VemVai - O Caminho dos Mortos", dramaturgia de Newton Moreno a partir de mitos e cantos de povos ameríndios (2007/09); "Raptada pelo Raio", de Pedro Cesarino (2009/2010), "A Travessia da Calunga Grande", texto de Gabriela Almeida (2012), Cia.Livre Conta Kaná Kawã, livre recriação de Pedro Cesarino do mito-canto Kaná Kawã do povo Marubo (2014) e  "Maria que Virou  Jonas ou A Força da Imaginação”, de Cássio Pires (2015). Em parceria criativa entre a Cia.Livre e outros grupos e artistas-criadores: dirigiu, entre outros:”Woyzeck”, de Georg Büchner (com Matheus Naschtergaele, 2002/03); "Rainha [(S)] Duas Atrizes em Busca de um Coração" de Cibele Forjaz, Georgete Fadel e Isabel Teixeira (2008/2011), "Bruta Flor", de Claudia Schapira (com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, 2009),  "O Idiota - Uma Novela Teatral", adaptação do romance de Dostoievski (com a Mundana Companhia, 2010/12), "Madame B", de Jorge Louraço (Com Mariana Senne e Yeltxu, 2012/13), Xapiri Xapiripë - Lá onde a gente dançava sobre espelhos", com a Cia.Oito Nova Dança (2014). Ganhou vários prêmios, entre eles, APCA 1989, Mambembe 1996, APCA 1998, Qualidade Brasil 2002, APCA e Shell 2004, Shell 2007 e APCA 2010.

 

Serviço: “Galileu Galilei”, com Denise Fraga e elenco

Recomendação: 12 anos -   Duração: 140 minutos

Dias/horários: 03 a 05 de junho, sexta e sábado às 21h e domingo, às 19h

Local: Teatro Sesiminas - Rua Padre Marinho, 60 - Santa Efigênia 

Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia) 

Meia entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados (conforme MP 2208/2001) 

Vendas: bilheteria do teatro e www.ingresso.com

Informações: Telefone:(31)  32417181 –

www.teatrosesiminas.com.br - www.rubim.art.br

 

 

Desconto de 50% para compra de até 02 (dois) ingressos (inteira) para Clientes Avianca.

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Descontos não cumulativos.

 

Este Projeto foi realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura

Transportadora Oficial: AVIANCA

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Realização: Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil – Pátria Educadora

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