
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais traz repertório de Beethoven, Mozart e Haydn ao Teatro João Ceschiatti
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Sob regência de André Brant e com participação da soprano Melina Peixoto, programa reúne obras da Primeira Escola de Viena
No dia 23 de abril, o Teatro João Ceschiatti recebe a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) para a apresentação de um concerto dedicado ao repertório do Classicismo vienense. Sob regência de André Brant e com participação da soprano Melina Peixoto, do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), o programa reúne peças de três grandes compositores do período: Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart e Franz Joseph Haydn. A entrada é gratuita, sem necessidade de retirada prévia de ingressos, mas o espaço está sujeito à lotação.
“As Criaturas de Prometeu” (1801), de Ludwig van Beethoven (1770-1827), abre o concerto. Inspirada na figura mitológica de Prometeu, símbolo do conhecimento e da criação, a obra se organiza em dois momentos contrastantes: a “Abertura”, de caráter enérgico e dramático, e o “Adágio”, que sucede com delicadeza e lirismo. Na sequência, o concerto traz duas árias da ópera “As Bodas de Fígaro” (1786), de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) interpretadas pela soprano Melina Peixoto. Em “Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar [O momento finalmente chegou… Venha, não demore]”, a personagem Susanna aparece de forma sensível e delicada; já “Venite inginocchiatevi [Venha se ajoelhar]” revela um lado mais leve e descontraído dela. Encerrando o programa, a “Sinfonia nº 94, ‘Surpresa’” (1791), de Franz Joseph Haydn (1732-1809), apresenta trechos de caráter mais suave e passagens de maior dinamismo, e ficou marcada pelo engenho e humor do compositor e por um elemento surpreendente em seu segundo movimento.
O concerto “Entre Deuses e Suspiros: Beethoven, Mozart e Haydn" é realizado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Fundação Clóvis Salgado. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm a Cemig como mantenedora, Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Grupo Fredizak, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH, Usiminas e do Instituto AngloGold, Patrocínio Plus da Vivo e correalização da APPA – Cultura & Patrimônio. O Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, que reúne mais de 60 equipamentos com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. A ação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Vale-Cultura. Governo de Minas, aqui o trem próspera. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.
O Classicismo vienense e seus expoentes - O chamado Classicismo vienense consolida-se na virada do século XVIII para o XIX, tendo Franz Joseph Haydn, Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven como seus autores representativos. Frequentemente reunidos sob a denominação de “Primeira Escola de Viena”, não como uma instituição formal, mas como um reconhecimento que se consolidou posteriormente, esses compositores representam o auge de um processo estético que buscava equilíbrio, clareza e proporção. Nesse contexto, afirma-se a música instrumental como linguagem autônoma, desvinculada de funções externas como a dança ou a liturgia, e dedicada principalmente à expressão abstrata e à apreciação estética.
Melina Peixoto, solista convidada, destaca o entusiasmo para o concerto. Embora já tenha interpretado as árias, será a primeira vez que ela vai apresentá-las a partir de uma construção mais aprofundada da personagem Susanna, desenvolvida em parceria com o diretor de cena Mario Corradi – com quem vem trabalhando nos ensaios da ópera "As Bodas de Fígaro", que será apresentada em maio no Palácio das Artes. “Tenho estudado toda a obra desde fevereiro, e isso ampliou minha compreensão dessas árias”, afirma. A soprano ressalta ainda a afinidade com a orquestra e a importância de atuar sob a direção de um maestro muito experiente no repertório operístico.
O maestro André Brant aponta algumas curiosidades do programa, e salienta que “As Criaturas de Prometeu” marca um momento singular na obra de Beethoven, sendo uma das raras ocasiões em que o compositor emprega a harpa na orquestra. O concerto contará ainda com a “Sinfonia nº 94”, de Haydn, que evidencia os contrastes e o efeito inesperado que justificam o título “Surpresa”. André Brant destaca também que o repertório foi originalmente concebido para espaços menores, como salões de corte e teatros de dimensões reduzidas. No Teatro João Ceschiatti, essa proposta é retomada, criando um ambiente mais intimista e aproximando o público da orquestra.
Programação:
Ludwig van Beethoven
“As Criaturas de Prometeu”
I – Abertura
II – Adagio
Wolfgang Amadeus Mozart
“As Bodas de Fígaro”
I – “Giunse alfin il momento… Deh vieni, non tardar”
II – “Venite inginocchiatevi”
Franz Joseph Haydn
“Sinfonia 94, ‘Surpresa’"
ORQUESTRA SINFÔNICA DE MINAS GERAIS – Considerada uma das mais ativas do país, a OSMG cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos da Liberdade, Concerto Didático, Concerto nos Parques e Sinfônica Pop, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance, executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular.
FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, a formação, a produção e a difusão da arte e da cultura em Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música, ópera e teatro integram a ampla programação desenvolvida nos espaços sob sua gestão, como o Palácio das Artes, a CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais e a Serraria Souza Pinto. A Fundação também é responsável pela gestão dos corpos artísticos — Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia de Dança Palácio das Artes — além do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Cefart. Em 2026, ao celebrar os 55 anos do Palácio das Artes, a FCS amplia suas ações para todas as artes e todos os públicos, reafirmando seu compromisso com a democratização cultural. Palácio das Artes – 55 anos: ontem, hoje, sempre. A arte é o espaço do encontro.
Concerto “Entre Deuses e Suspiros: Beethoven, Mozart e Haydn”
Data: 23 de abril de 2026 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro João Ceschiatti – Palácio das Artes
(Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação Indicativa: Livre
A entrada é gratuita, e não há necessidade de retirar os ingressos previamente, mas o espaço está sujeito à lotação.
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