Filme "Jardim do Crime" estreia no dia 17 de setembro, com direção do mineiro Daniel de Jesus 

Daniel de Jesus

Daniel de Jesus estreia como cineasta dirigindo seu primeiro filme JARDIM DO CRIME. Cinco anos depois de largar tudo em BH, o premiado diretor de arte, cenógrafo e publicitário estreia na função, trazendo mais de dez anos de experiência na área e diversos prêmios como o Profissionais do Ano da TV Globo; Prêmio Abril de Publicidade. A estreia será no dia 17 de setembro, quinta-feira, no canal do filme no Youtube. 

 

Há cinco anos morando no Rio de Janiero, o mineiro criado no Vale do Jatobá estreia na direção nesta próxima semana no canal YouTube o filme Jardim do Crime, com roteiro inspirado no conto Crimes de Amor, que faz parte do livro A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio. O premiado ator e diretor Renato Carrera atua no média-metragem interpretando o narrador e quatro personagens. 

 

Produzido durante o período de confinamento e filmado apenas com um celular e duas pessoas, o diretor e o ator, em uma casa com quintal no centro do Rio de Janeiro, a obra é um passeio pela mente sombria de cinco assassinos que mataram por “amor”.O trabalho apresenta uma linguagem híbrida entre o cinema, teatro e artes visuais.

 

No filme, cinco assassinos revelam os detalhes de seus atos, movidos pelas loucuras das paixões, a um misterioso narrador durante sua visita à antiga Casa de Detenção - local que viria a se tornar o antigo presídio Frei Caneca, hoje demolido e transformado em condomínio residencial. 

 

Daniel propõe uma imersão na mente sombria dos criminosos e seus atos destrutivos. São pessoas que mataram seus amores pela loucura que a paixão sopra no mundo, pois, segundo o 

enigmático narrador (alter-ego do autor) “O assassino por amor é o único delinquente que confessa o crime com tanta riqueza de detalhes e o que mais guarda a narrativa do ato na memória.”

 

Com referências ao estilo surrealista e linguagem assumidamente teatral (devido à experiência do ator e do diretor no universo do teatro) o filme foi realizado em casa, durante a pandemia, com recursos do auxílio emergencial proporcionado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro que premiou mais de 1.500 artistas com a quantia de R$ 2.500,00 para cada projeto. 

 

A produção aconteceu durante quatro meses, no período de maio a agosto de 2020, e contou apenas com duas pessoas na equipe e um celular antigo: o estreante diretor - que também se dividiu entre todas as outras funções técnicas como roteiro, edição, som, figurino, luz, edição, montagem, fotos e programação visual, e o ator Renato Carrera, que se desdobrou entre todos os papéis interpretando desde um suicida a um rapaz honesto, um barbeiro, uma mulher e um carismático e curioso narrador.

 

 

Trechos do conto Crimes de Amor

 

“Ler é reler. Ler é esquecer. O cinematógrafo apossa-se da ciência, do teatro, da arte, da 

religião, junta verdades positivas e ilusões para criar o bem maravilhoso da mentira e fixa de novo a multidão, fixa-a sugestionada. Fixa-a pelo espetáculo, fixa-a pela recordação, dá-lhe qualidades de visão removida ao momento da tortura, ao lado do “Deus-Homem”, humano na tela mais ainda irreal porque é apenas uma sombra na luz do écran.” (João do Rio)

 

“E agora? Que será de nós? Que vai ser de nós? Agora era esquecer o sujeito. Acreditei. Mas aí, passei a viver a triste vida da dúvida". (Claude, o narrador da história)

 

 

Depoimento Daniel de Jesus:

 

“Me isolei por completo durante quase cinco meses. Durante este período, 

transformei meu celular já idoso em uma câmera que me permitisse sair da realidade dolorosa de estar vivendo um momento tão difícil em todos os sentidos. Ao mesmo tempo, tenho a sorte ter uma grande sintonia artística com Renato, o que nos permitiu enfrentar e superar este período difícil de confinamento e procurar novos caminhos para sobreviver da arte. Em momentos como os que estamos vivendo é que as pessoas mais precisam da arte. Sempre ouvi dizer que a arte salva e isso sempre me soou duvidoso. A arte pode não “encher barriga”   mas, de toda forma, preenche a alma de algo que jamais se esvaziará. E, nesse sentido, as dúvidas agora são outras. Agora, comecei a viver a feliz vida da dúvida, uma dúvida eterna, fresca e brilhante.”

 

Depoimento de Renato Carrera:

 

“Um assassino pode ser qualquer pessoa. Seu vizinho, uma amiga, um parente ou até você mesmo. O interessante do trabalho foi a busca pelo entendimento da mente desses criminosos e descobrir que são pessoas normais e não vilões com “cara de bandido”. Precisamos estar 

atentos, somos bichos antes de tudo.

 

Sou ator e diretor de teatro há mais de 30 anos. Poder investigar técnicas e pensamentos sobre a arte de interpretar durante esses meses de pandemia foi um privilégio em meio ao caos mundial pelo qual estamos passando. Mesmo com personagens tão fortes, consegui 

estudar uma linguagem nova, com um diretor que dialoga e cria diretamente com o ator e para o ator. Tive a chance de criar vários trabalhos com o Daniel, como diretor de arte e 

cenógrafo em meus espetáculos, tendo-o sempre presente nos ensaios. Neste trabalho conseguimos criar algo novo para nós. Uma linguagem híbrida entre o cinema, teatro e artes visuais.” 

 

 

O Diretor

 

Daniel de Jesus é diretor de arte, com ampla experiência no mercado publicitário na capital mineira, onde trabalhou por vinte anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 2015, quando começou a trabalhar como cenógrafo e designer gráfico para peças de teatro. Atualmente, em tempos de pandemia, decidiu explorar novas linguagens cênicas como uma resposta criativa às restrições do mercado cultural. Jardim do Crime é sua primeira direção cinematográfica.

 

Em sua carreira, entre publicidade e cenografia, Daniel tem prêmios como Profissionais 

do Ano - Rede Globo; Prêmio Abril de Publicidade; Prêmio APTR - categoria especial com App 

TeatroBrasil; indicado aos prêmios Cenym - 2019, com programação visual para Angels In America, Cia Armazém e Premio Cebetij de Teatro para crianças - 2018 - com cenografia 

desenvolvida para a peça “Malala, a menina que queria ir para a escola”.

 

 

O Ator

 

Renato Carrera é ator e diretor de teatro. Vencedor do Prêmio Questão de Crítica de Melhor Ator por seu desempenho em “O Homossexual ou a a Dificuldade de se Expressar” de Copi, 

trabalho que lhe rendeu indicações aos Prêmios CESGRANRIO e APTR. Vencedor do Prêmio Questão de Crítica na categoria Melhor Espetáculo,  por Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues (sua idealização e direção). Foi Indicado ao Prêmio Shell de Direção por Abajur Lilás de Plínio Marcos. Recentemente dirigiu o sucesso de público e crítica “Gisberta” com Luiz 

Lobianco sobre a transexual brasileira assassinada em Portugal e o infanto-juvenil “Malala, a menina que queria ir para a escola” sucesso de público e crítica que atraiu mais de 50.000 pessoas em suas temporadas no Rio e SP, Uberlândia, Brasília e Curitiba e já 

foi visto por mais 170.000 pessoas no Youtube. 

 

 

Projeto realizado devido ao programa de apoio à cultura do GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA e do FUNDO ESTADUAL DE CULTURA.

 

FICHA TÉCNICA

 

Livremente adaptado do conto Crimes de Amor, de João do Rio

 

Direção e Roteiro: Daniel de Jesus

 

Elenco: Renato Carrera

 

SERVIÇO:

 

Estreia: 17 de setembro de 2020.

 

Horário: 21h30

 

Local: YOUTUBE – Canal: Jardim do Crime

 

Duração: 50 min. (Média-metragem)

 

O filme ficará disponível gratuitamente. 

 

Caso o público queira contribuir com qualquer quantia para os artistas, ao final 

da exibição, os dados bancários vão constar no final do filme e nos perfis das redes 

sociais. 

 

Contato para entrevista: 21 – 983806921 /crcarrer@yahoo.com.br