CULTURA NEGRA EM DESTAQUE

 SARAUS LITERÁRIOS E MUSICAIS NESTA SEMANA DO MEMORIAL VALE

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foto: Isabella Leiet

O Memorial Vale traz nesta semana, de 11 a 20 de novembro, atrações que celebram o dia e o mês da Consciência Negra. Saraus literários e musicais também são destaque. As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube e disponíveis nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e também no site.

 

Educativo Novemblack, com Lives, Dicas Pretas e Sementes da Diáspora

Em 2020, seguindo o modelo online do #MemorialValeEmCasa, o Educativo fará uma série de lives com o objetivo de valorizar as histórias de pessoas negras em diversas áreas. A mediação será feita pelos educadores do Memorial Vale, Henrique Bedetti e Ângelo Dias. A próxima será no dia 16, segunda, às 17 horas, com Padre Mauro e a historiadora Josemeire Alves, que irão falar sobre a história de Belo Horizonte, enfocando os processos republicanos, os primeiros anos da capital e o silenciamento da população (majoritariamente negra) na transição do Arraial do Curral del Rey para Belo Horizonte.

 

Além disso, todas as sextas, às 10 horas, o Educativo divulga as “Dicas Pretas”. São pílulas, com dicas de livros, filmes, etc. com temática étnico racial e produzida por pessoas negras, dando um destaque para produções literárias destinadas ao público infantil. Divulgação pelas redes sociais.

 

E todas as quartas-feiras, às 11 horas, o Educativo realiza a instalação "Sementes da Diáspora". Iniciada em 2019, a ação consiste numa instalação na qual a partir de cards – instalados no Baobá construído pelo Educativo – com sementes de plantas africanas estampando a imagem e biografia de uma personalidade negra, o visitante era convidado a “colher” essas sementes e refletir sobre o apagamento do protagonismo negro na nossa história. Nesse tempo de distanciamento serão compartilhadas histórias de personalidades negras nas redes sociais do Memorial Vale.

 

Confira os detalhes das atrações:

 

11/11 – SHOW NEGRO AMOR, DE HEBERTE ALMEIDA

No dia 11 de novembro, quarta-feira, às 19h30, o Memorial Vale traz o cantor Heberte Almeida, que faz a estreia do seu album Negro Amor, em formato solo. Nesse disco Heberte privilegia sonoridades e temáticas relacionadas à música negra brasileira e norte-americana. Um repertório afetuoso de canções sobre as vivências da negritude e do amor. O CD, que está nas plataformas digitais, agrega e festeja diversos gêneros musicais filiados a musicalidades afro-diaspóricas, como o samba-soul, afoxé, axé, rap e r&b, dentre outras. No repertório: Estandarte (Heberte Almeida),  Ilê (Heberte Almeida), Preta (Heberte Almeida), Maré (Heberte Almeida), Desalento (Heberte Almeida, Renato Negrão e Zi Reis), Eu Neon (Heberte Almeida), Junto Pra Tá Forte (Heberte Almeida, Tamara Franklin e Shabê), Nós (Heberte Almeida), Mais Um Café (Heberte Almeida), Lança (Heberte Almeida) e Ok Caribe (Heberte Almeida). O álbum traz narrativas de afeto, afirmação e resistência da negritude. Integra o projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

 

O álbum Negro Amor é a estreia de Heberte Almeida em sua carreira solo. Com uma trajetória musical de quase 20 anos, o cantor, compositor e instrumentista coleciona trabalhos no cenário da música de Belo Horizonte junto a bandas e cantautores como Pelos, Nobat, Persiano, Diplomattas e Projeto Manobra. O músico é um dos autores da trilha original do longa-metragem No Coração do Mundo.

 

12/11 – SARAU LITERÁRIO “VOZES PRETAS: UM OLHAR SOBRE A ESCRITA DE MULHERES NEGRAS”, COM FABIANA BRASIL

No dia 12 de novembro, quinta-feira, às 19h30, o Memorial Vale apresenta o sarau literário “Vozes Pretas: Um olhar sobre a escrita de mulheres negras”, da atriz e contadora de histórias Fabiana Brasil. Será um sarau com leitura de contos e poemas das escritoras Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, Maria Tereza e Nívia Sabino. “Por estas leituras iremos refletir o fazer literário dessas mulheres, suas reflexões sobre o próprio ato de escrever. É um lugar de abrir caminhos a sociedade, identidades e aos corpos que essa literatura apresenta”, explica Fabiana. Para expandir as vozes ecoadas no sarau, Fabiana Brasil convida Anair Patrícia, Andréa Rodrigues e Michele Bernardino, que vão ler contos e poemas das autoras citadas. Além disso, serão feitas as leituras de alguns trabalhos autorais das convidadas. “O sarau é um convite à aproximação dessa escrita tão importante para a compreensão dos processos socioculturais do Brasil, além de ser o compartilhamento de uma literatura de excelência, afastada brutalmente dos clássicos literários brasileiros”, completa Fabiana. O evento integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

 

Fabiana Brasil é atriz, contadora de histórias e doutoranda em literaturas de língua portuguesa na PUC/MG. É graduada em letras pela UFMG e formada no curso técnico de ator no Teatro Universitário da UFMG. Integra a Cia. Bando de Belo Horizonte, dedicada ao teatro para as infâncias. Sua trajetória, de pesquisas e práticas segue o percurso da escrita de mulheres negras.

 

13/11 – PALESTRA DE JOMAR MESQUITA, DA CIA MIMULUS, COM NÚMEROS DE DANÇA

No dia 13 de novembro, sexta-feira, às 11 horas, o diretor da Mimulus Companhia de Dança, Jomar Mesquita apresenta uma palestra-espetáculo, bastante lúdica, fazendo uma analogia entre as competências necessárias à dança e aquelas que uma empresa, colaboradores, líderes e qualquer pessoa precisa. Será uma palestra permeada de números artísticos de dança que ilustrarão os conceitos abordados. “As dificuldades, necessidades e os desafios são os mesmos, seja no palco ou em qualquer área de conhecimento. Superar desafios com criatividade, pensamento estratégico, tomada de decisões, trabalho em equipe são alguns dos aspectos que serão abordados. O evento integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

 

Jomar Mesquita é professor, coreógrafo e bailarino. É diretor da Mimulus Escola de Dança desde 1990 e da Associação Cultural Mimulus desde 2000, onde desenvolveu uma linguagem própria e inovadora com as danças a dois. Seus espetáculos coreografados e dirigidos para a Mimulus Cia. de Dança, de Belo Horizonte, já receberam inúmeras premiações e reconhecimento por parte da crítica especializada, sendo apresentados em teatros e festivais ao redor de todo o mundo. No Brasil, já se apresentou em mais de 80 cidades, passando por todos os estados. No exterior, foram inúmeras turnês em países como: EUA, Canadá, França, Holanda, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Finlândia, Portugal, Itália, Argentina, Venezuela, Chile. Ao mesmo tempo, contribui para uma melhor formação dos profissionais da área, como professor de curso de pós-graduação, como diretor da Semana da Dança Mimulus e do Curso de Qualificação em Criação, Ensino e Produção, iniciativas pioneiras em oferecer uma formação e uma visão mais ampla e abrangente da dança na área artística e da educação.

13/11 – SHOW “SUL DE MINAS, MINHA CASA”, DE OMAR FONTES

No dia 13 de novembro, sexta-feira, às 19h30, o cantor Omar Fontes faz o show “Sul de Minas, minha casa”, em que apresenta um repertório com algumas de suas composições e parcerias feitas ao longo de sua trajetória artística. O que se torna tema desta apresentação é a influência recebida através de sua convivência musical e poética com vários artistas do Sul de Minas, em especial de sua cidade, Itajubá. Junto de Omar Fontes, nessa apresentação, participarão os músicos intérpretes convidados Marinho Marra e Luiz Brochetto, também residentes na cidade de Itajubá. No repertório: Cenas Barrocas (Omar Fontes), Rachel (Omar Fontes & Madhav Bechara), Joyce (Omar Fontes & Paulo Correia Furtado), Trespontana (Omar Fontes), Madhav (Omar Fontes), Baião do Giro (Omar Fontes), Zilma no Japão (Omar Fontes), Valsa Mantiqueira (Omar Fontes), Ciranda (Omar Fontes & Gildes Bezerra) e Mais uma canção (Omar Fontes & Madhav Bechara). A apresentação integra o projeto “Gerais, Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

 

Omar Fontes tem mais de 30 anos de carreira, atuando como produtor musical, pianista, arranjador e professor, regente de coro e orquestra. É formado em Composição pela UNICAMP, especializado em harmonia e arranjo com o professor e arranjador Cláudio Leal, de São Paulo. Muito conhecido no Sul de Minas, Oeste Paulista, Rio de Janeiro, Vale do Paraíba e São Paulo onde tem trabalhado frequentemente com diversos músicos de renome como Elder Costa, Wolf Borges, Claudio Nucci, Jucilene Buosi, Torquarto Mariano, Rafael Toledo, Michele Leal, Grupo Telhado, Ravi Kefi, Toninho Horta, Ceumar, Arthur Maia, entre outros. Omar integra ainda o elenco musical da peça “Gonzaguinha: O Eterno aprendiz”, sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga Júnior (Gonzaguinha). Também é integrante do Grupo Telhado, banda com mais de 30 anos de estrada na cidade de Itajubá.

 

14/11 – SARAU LITERÁRIO “SARAMAGO PARA CRIANÇAS”, DE JULIANA DAHER

No dia 14 de novembro, sábado, às 11 horas, o Memorial Vale recebe o espetáculo “Saramago para Crianças”, apresentado pela narradora de histórias Juliana Daher. Serão três contos do autor português José Saramago para o público infantil: "A maior flor do mundo", "O silêncio da água" e "O lagarto". Um encontro sensível entre as infâncias portuguesa e brasileira. O evento integra o projeto “Eu, criança no Museu”, do Memorial Vale.

 

Juliana Daher é terapeuta ocupacional, especialista em psicodrama, em desenvolvimento Infantil e narradora de histórias. É mestre em Estudos de Linguagens pelo CEFET/MG, com pesquisa no campo da literatura e formação de leitores na primeira infância. Tem formação em mediação de leitura para a primeira infância pela Fundação Espantapájaros (Bogotá-Colômbia), instituição de referência internacional na área. Artista da Cia Pé de Moleque. Produtora cultural e facilitadora das formações do Quintalzim. É também integrante do Coletivo Narradores, no qual, junto com outras narradoras e narradores de histórias de Belo Horizonte, pesquisa sobre a palavra, os contos e realiza apresentação de espetáculos.

 

16/11 – LEITURA PERFORMÁTICA DO TEXTO "SPUR: UMA DRAMATURGIA EM TEMPOS DE CONFINAMENTO”, POR DAVID MAURITY

No dia 16 de novembro, segunda, às 19h30, David Maurity fará a leitura performática do texto “SPUR”, de sua autoria. “SPUR” é um texto criado em contexto de isolamento social, que ficcionaliza a situação de isolamento por meio de uma narrativa que detalha o dia de um personagem. Uma trajetória marcada pela observação da casa, dos mínimos acontecimentos diários, a inconstância de sentimentos e sensações, as expectativas. O evento integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

 

David Maurity é ator, dramaturgo e também mestre em Estudos Literários pela UFMG. É co-fundador da companhia de teatro Toda Deseo/MG.

 

17/11 – SARAU LITERÁRIO “PRELÚDIOS NEGROS”, COM JOSY ANNE

No dia 17 de novembro, terça-feira, às 19h30, a artista Josy Anne apresenta o Sarau Prelúdios Negros, que é um encontro de artistas pretos em busca; novos ou veteranos. “Convidamos artistas de múltiplas expressões da arte, formando, assim, uma cosmologia de ideias e desejos por essa vocalidade de corpas, aquilombamento”, explica Josy Anne. A apresentação integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

 

Josy Anne nasceu em Belo Horizonte. É mulher preta, cantora, compositora, atriz, preparadora vocal e diretora musical de espetáculos. É técnica em Teatro pelo Teatro Universitário da UFMG. Participou dos espetáculos “O negro, a flor e o rosário” e “Oratório - A saga de Dom Quixote e Sancho Pança (2012)” junto com Maurício Tizumba e Sérgio Pererê. É vocalista recém integrante da banda ICONILI. Realiza shows autorais e lançou o EP “Essência” em 2016. Josy traz em seu trabalho cênico e musical as fortes referências de sua ancestralidade miscigenada, com as referências musicais contemporâneas.

 

17/11 – EXPOSIÇÃO “MESTRES DANÇANTES DAS FESTAS DE AGOSTO”, POR CLEITON FRANCISCO DA CRUZ

Dia 17 de novembro, a partir das 11 horas, o artista plástico montesclarense Cleiton Francisco da Cruz abre no site do Memorial Vale a exposição “Mestres Dançantes das Festas de Agosto”, com imagens inspiradas nas festas de agosto de Montes Claros. O artista reproduz em suas telas os elementos simbólicos da festa e seus mestres, como fitas e cores, sons dos tambores e viola a tocar. O mês de agosto em Montes Claros é tempo de catopês, marujos e caboclinhos que saem às ruas com seus cantos em devoção ao Divino Espírito Santo, Santo Expedito e Nossa Senhora do Rosário. O artista, que também é contramestre da marujada, reproduz os elementos simbólicos das festas que preservam essa manifestação cultural popular e tradicional que acontece em Montes Claros há mais de 170 anos. Nessa exposição, Cleiton Cruz, na maioria de suas obras, utiliza como suporte para sua composição artística objetos artesanais. Esteiras e peneiras de palha, produtos que permeiam o imaginário popular, com raízes na cultura indígena, transformam-se em telas para receber os personagens de uma das mais importantes expressões da religiosidade e da cultura afro-brasileira presentes em Minas Gerais. A exposição segue até dia 17 de dezembro, e faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas” do Memorial Vale.

 

Cleiton Cruz é artista visual. Nasceu e reside em Montes Claros. É contra-mestre da Primeira Marujada das Festas de Agosto de Montes Claros. Graduado em história, cursa Artes Visuais na Universidade de Montes Claros. Desenha desde os 13 anos, mas somente há seis anos começou a compartilhar suas obras e realizar suas exposições; atualmente faz parte da Associação de Artistas Plásticos de Montes Claros e, além das pinturas, é ilustrador e quadrinista.

 

18/11 – CAUSOS DE BRASÊRO, COM MARCELINO LUCIANO RAMOS

No dia 18 de novembro, quarta-feira, às 18h30, o Memorial Vale exibe o espetáculo cênico musical Causos de Brasêro, com Marcelino Luciano Ramos. Nele, os mais belos e divertidos causos são contados por um típico mineiro, orgulhoso de ser nascido e criado entre as montanhas. O ator e diretor Marcelino Ramos, intérprete do personagem central da trama, brinca que todo o brasileiro adora ouvir e contar causos, mas os mineiros são viciados nisso. A apresentação faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

 

Nascido na pequena cidade de São Miguel do Anta, zona da mata mineira, Marcelino recorda que em um passado recente, nos frios invernos de julho, em que as pessoas se reuniam à beira de uma fogueira para se esquentarem no brasêro e festejarem a vida, contando histórias de assombração, de valentia e de beleza, tudo na base da viola e claro, abastecidas por uma boa cachaça. “É este universo, este momento excepcional, cada vez mais raro nos dias de hoje, que os causos revivem. O ambiente do espetáculo caracteriza-se de uma forma tão simples e espontânea, que nos transporta, novamente, para beirada daquelas fogueiras e traz de volta os mesmos sorrisos e alegrias de outrora”, comenta.

 

Marcelino Luciano Ramos é graduado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto. Desde 2008 viaja o Brasil pesquisando e contando causos. Com o espetáculo Causos de Brasêro já se apresentou em mais de 60 cidades do país, para um público de mais de 20 mil pessoas. Participou de diversos festivais, feiras e simpósios de arte, literatura e contação de histórias. Atualmente reside em Ouro Preto e desenvolve trabalhos lítero-teatrais voltados a estimular sentidos e percepções, valorizando a ancestralidade.

18/11 – SHOW DE LÉO FERREIRA – CELEBRAÇÃO DE 15 ANOS DE CARREIRA

Dia 18 de novembro, quarta-feira, às 19h30, o cantor Léo Ferreira comemora 15 anos de carreira em um show intimista, voz e violão, com canções autorais. São elas: Tinta e Papel, Me abrace, Teu Segredo, Bela outra vez, Amanhã, Castigo, Condenado, Dejavu, Sereia e Nicó. A apresentação faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

 

Léo Ferreira é cantor, compositor e intérprete, nascido em 1986. É mineiro, natural de Caetanópolis (MG). Iniciou a vida musical aos 10 anos, tendo como influência sua mãe que cantava nos cultos de domingo. Atua há 15 anos no mercado musical, com a média de 100 shows por ano.

 

19/11 – PLEIÓPOLIS, UM CD GRAVADO NA PANDEMIA, POR ROBSON SANTOS

No dia 19 de novembro, quinta-feira, às 18h30, o cantor Robson Santos apresenta “Pleiópolis, um CD gravado na pandemia". São composições que se uniram a arranjos, instrumentos, vozes e muita tecnologia. Neste período de isolamento social, Robson Santos contou com a companhia do violão, seu grande amigo e conselheiro. Entre uma dedilhada e outra, surgiram novas letras. De sua casa, em Nova Lima/MG, se conectou com vários músicos, alguns antigos parceiros, outros novos. Entre boas conversas com os amigos por aplicativos, surgiram os arranjos. Os da guitarra vieram dos EUA, assinados por Guilherme Fonseca. Outros levam o nome de Adriano Campagnani, Deângelo Silva, Juarez Moreira, Christiano Caldas, Lincoln Cheib, Luísa Mitre, entre outros, e foram concebidos em BH. O resultado é o novo trabalho do compositor, que marca o início das comemorações de 40 anos de música. A apresentação integra o projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

 

Robson Santos tem mais de 160 composições que vão do rock ao baião, passando pelas baladas, samba, jazz e bossa nova. Foi um dos primeiros artistas independentes do mercado brasileiro, ou seja, nunca houve vínculo com gravadoras. “Gosto de me sentir à vontade, de misturar os estilos e de formar as parcerias de acordo com o que vou “costurando” com minhas vivências e anseios”, define. Nascido no Rio de Janeiro, Robson já residiu em várias cidades brasileiras e também no exterior (Cleveland_OH), mas criou raízes na capital mineira. O cientista-músico começou a compor aos 12 anos de idade. As diversas influências culturais que ele teve podem explicar, em parte, a variedade de gêneros de suas canções.

 

19/11 – SARAU DO PSIA – “10 ANOS DE POESIA”, COM MARCELO ROCHA

Dia 19 de novembro, quinta-feira, às 19h30, o Memorial Vale apresenta o Sarau do Psia, que completa este ano 10 anos de realização na cidade de Governador Valadares. Diante da impossibilidade (em razão da pandemia) de realizar o Sarau em um bar, como acontece há 10 anos, o poeta Marcelo Rocha, criador do Sarau do Psia, fará uma versão virtual, declamando poemas que fizeram parte dessa primeira década de poesia. A apresentação integra o projeto Contemporâneo, do Memorial Vale.

 

Tendo o bar como local de encontro e a certeza de que a poesia é uma balada muito interessante, o Sarau do Psia já rendeu bem mais do que encontros entre poetas e amantes da poesia, popularização do gênero poético e diversão para dezenas de pessoas que se propõem a sair de casa num sábado à noite para ouvir declamações de poemas. Graças ao Sarau do Psia, a poesia em Valadares tem um público pra chamar de seu. Idealizado e coordenado pelo poeta Marcelo Rocha, o Sarau do Psia é responsável pelo surgimento de importantes ações e projetos de incentivo à leitura, criação poética e popularização da poesia.

 

Marcelo Rocha é poeta, comunicólogo e ativista da paz. Fundador do Instituto Psia e membro da Academia Valadarense de Letras. Coordena, além do Sarau do Psia desde 2010, o projeto “Um poema em cada árvore”, realizado em 154 cidades brasileiras; Circuito Sarau do Psia, que levou saraus de poesia para 12 comunidades rurais de Governador Valadares e o “Poesia sim, Violência Não”, com mais de 7 mil estudantes beneficiados pelo projeto. Já publicou três livros: “Amor Amora” (2002); “Às vezes ela vem me visitar” (2011) e “Perfumosa” (2017). Possui uma coluna literária no Jornal da Cidade (com circulação em Governador Valadares e região).

 

 

EXPOSIÇÕES EM ANDAMENTO

 

ATÉ 20/11 – “ETARISMO, PELO DIREITO DE ENVELHECER”, POR DANI DORNELAS

Até 20 de novembro o Memorial Vale realiza a exposição “Etarismo, pelo direito de envelhecer’, de Dani Dornelas. São retratos de mulheres que vivenciam o processo de transformação do envelhecimento e que, a partir de um olhar próprio, relatam experiências, percepções e representações do social. “Através da minha direção, o projeto pretende contribuir com o debate sobre padrões de beleza”, explica Dani Dornellas. A exposição integra o projeto Mostra de Fotografia do Memorial Vale.

 

Até 30/11 – EXPOSIÇÃO “BH PRIMEIRA LUZ”, DE PEDRO PRATES

Até 30 de novembro o Memorial Vale mostra no site a exposição “BH Primeira Luz”, do fotógrafo Pedro Prates. BH Primeira Luz é um recorte sobre como a verticalização do grande centro de BH altera a forma como a luz interage com a paisagem, as pessoas, os lugares e as cenas, assim refletindo sobre como se forma a interação cotidiana dos transeuntes com o espaço/luz. A exposição integra o projeto Mostra de Fotografia do Memorial Vale.

 

Pedro Prates é fotógrafo de rua há 4 anos. Foi membro do coletivo Co-fluir, pioneiro festival de fotografia de rua no Brasil; membro do coletivo de fotografia autoral Sô Fotocoletivo; professor integral da Escola Metrópole e fotógrafo freelancer há 5 anos.

ATÉ 03/12 – EXPOSIÇÃO REINADO DE CHICO CALÚ, DE PATRICK ARLEY

Até o dia 3 de dezembro o Memorial Vale exibe a exposição de fotografias “Reinado de Chico Calú”, de Patrick Arley. Nesse trabalho o fotógrafo traz, através de imagens dos festejos, ritos e do cotidiano, um pouco da história da Guarda de Moçambique e Congo de Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus - Irmandade Os Carolinos, a terceira mais antiga de Belo Horizonte ainda em atividade, fundada em 1917. A proposta é valorizar e divulgar a cultura congadeira, ampliando o seu alcance, valorizando uma das irmandades mais antigas e representativas de Belo Horizonte e de Minas Gerais. Apesar da importância dos reinados/congados mineiros como um todo, as guardas ainda são desconhecidas nas partes centrais de Belo Horizonte e encontram diversas dificuldades para acessar os espaços, mecanismos e políticas públicas e privadas de incentivo à cultura, tão importantes para a continuidade da tradição. A exposição integra o projeto Mostra de Fotografia do Memorial Vale.

 

Patrick Arley é mineiro de Belo Horizonte, nascido em 1980. É antropólogo formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, fotógrafo e integra a Guarda de Moçambique e Congo de Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus - Irmandade Os Carolinos desde 2014. Como fotógrafo dedica-se há mais de uma década a pesquisas visuais no campo da foto-etnografia, além de fotografia documental e teoria da imagem; com ênfase no universo cultural e religioso negro, especialmente em Minas Gerais, região nordeste do Brasil e em Moçambique, no continente africano, onde residiu e trabalhou por um período de oito meses.

 

ATÉ 10/12 – EXPOSIÇÃO PRETAS NO BRANCO, DE MÁRCIO SILVA

Até o dia 10 de dezembro o Memorial Vale exibe a exposição de fotografias “Pretas no Branco”, do produtor cultural e fotógrafo Márcio Silva. O enfoque é sobre a identidade, o empoderamento e o protagonismo das mulheres afrodescendentes dentro da sociedade. Violência contra a mulher negra, beleza, autoestima, transição capilar, afeto e autoconhecimento das mulheres afrodescendentes são alguns dos temas abordados. O evento integra o projeto Mostra de Fotografia, do Memorial Vale.

 

São 30 obras que ilustram o trabalho e a imersão dessas mulheres no universo da fotografia de Márcio Silva. O trabalho foi idealizado e produzido por Márcio Silva, com a participação da modelo Chay Miguel, da maquiadora artística Kelly Camillozzi e das maquiadoras sociais Camila Sampaio, Fabiana dos Santos e Francielle Calegario. A curadoria é de Márcia Alves.

 

Márcio Silva é produtor cultural, fotógrafo, professor de dança e coreógrafo. É gestor cultural e artístico no Centro Cultural Alto Vera Cruz, em BH. Se especializou em Forró Pé de serra e universitário e na dança Kizomba. Atua na Central Única das Favelas CUFA – MG na região leste de BH. A exibição segue no site do Memorial até o dia 10/12.

 

 

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