TEATRO EM MOVIMENTO ABRE PROGRAMAÇÃO  2018 COM
“MATA TEU PAI”
MUSICAL INFANTIL “O TUBARÃO MARTELO E OS HABITANTES DO FUNDO DO MAR” FAZ ÚNICA  APRESENTAÇÃO NO DIA 11 DE MARÇO, NO TEATRO BRADESCO, EM BH

Montagem é uma livre adaptação do mito grego de Medea, escrita por Grace Passô, especialmente para Debora Lamm, que celebra 20 anos de carreira. Coro feminino, que acompanha a atriz  em cena, será selecionado em oficina gratuita a ser realizada em BH. Espetáculo terá duas apresentações no Teatro Sesiminas, dias 24 e 25 de março

 

O Teatro em Movimento, festival que acontece durante o ano inteiro sempre com variedades de gêneros teatrais, inicia a programação de 2018 com “Mata Teu Pai”, uma releitura do mito grego “Medeia”, em texto inédito de Grace Passô. Na peça, entre expatriados e imigrantes, Medea, interpretada por Debora Lamm, questiona valores atuais, como o feminismo e o preconceito. Em cena, Medeia, não é o ser contraditório e passional que matou os próprios filhos para se vingar do marido, mas uma mulher inconformada com sua condição atual, cansada de ser silenciada e subjugada por uma sociedade em que os homens têm o poder primário. O projeto, da cia OmondÉ, é a primeira parte de uma trilogia concebida por Inez Viana, diretora da montagem, que se propôs a fazê-la, posteriormente, também nas linguagens da dança e da ópera. O espetáculo marca os 20 anos de carreira de Debora Lamm, que vem acompanhada no palco por um coro de 10 senhoras, que serão selecionadas em oficina gratuita, a ser realizada de 21 a 23 de março, no Teatro Sesiminas.  As apresentações ocorrerão no dias 24 e 25 de março, sábado às 21h e domingo, às 19h, com ingressos a R$30,00 a inteira.

 

“Mata Teu Pai” chega a Belo Horizonte em uma correalização entre o Festival Teatro em Movimento  e o Centro Cultural Sesiminas, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

 “Preciso que me escutem!”, diz Medea em sua primeira fala na peça. "Eu não falo muito, é essa febre". E o jorro sai sobre nossos dias, nossos tempos tristes, onde imperam o retrocesso e a intolerância. Na peça, Medeia encontra mulheres: síria, cubana, paulista, judia, haitiana. Algumas tornam-se suas cúmplices. Decide que quem tem que morrer é Ele, não Ela. "Se vocês tivessem a justiça dentro do coração de vocês, vocês o matariam. Por que vocês não o matam? Por que?”, diz para suas filhas. Para além de um paralelo sobre o mito, Grace Passô recria a sua feiticeira, não só sobre os dias de hoje, mas também sobre a condição da mulher hoje. “Medéia é uma protagonista feminina que desafia o amor romântico. Na tragédia de Eurípedes, ela ressignifica o sentimento quando foge com o ser amado, o que fará dela uma estrangeira. Mata o irmão e mais adiante mata seus próprios filhos que tem com Jasão ao se ver traída por ele. A Medéia de “Mata Teu Pai” leva consigo o discurso e angústias do mundo atual. Dar voz a uma personagem milenar será sempre um desafio”, explica Debora Lamm.

 

Com uma ambientação simples, da cenógrafa Mina Quental, um campo minado se desenha no espaço, trazendo toda a sorte de lixo eletrônico, como caixas e mais caixas de carregadores de celular, baterias, teclados de computador, monitores etc. A luz de Nadja Naira e Ana Luzia De Simoni revela formas, rostos, corpos, de forma transversal, criando contradições nas imagens, para que o espectador possa construir junto, se sentindo parte da história. A direção de movimento de Marcia Rubin recria, a partir do coro de senhoras, uma atmosfera onírica, como se elas habitassem apenas o sonho de Medéia. A equipe de criação conta com a direção musical de Felipe Storino, figurinos de Sol Azulay, caracterização de Josef Chasilew e programação visual de Felipe Braga.

 

Sexto espetáculo da Cia OmondÉ, pela primeira vez em forma de monólogo, “Mata Teu Pai” estreou em 7 janeiro de 2017, no Espaço Cultural Sérgio Porto, Zona Sul do Rio de Janeiro. Em abril participou da programação oficial do Festival de Curitiba, passou por São Paulo e retornou ao Rio de Janeiro, sempre com sessões lotadas.

 

“Mata Teu Pai” recebeu indicações ao Prêmio Faz a Diferença do Jornal O Globo/ RJ, para Grace Passô; Prêmio Cesgranrio de melhor texto para Grace Passô; Prêmio Shell de melhor cenário para Mina Quental; e Prêmio Shell de iluminação para Ana Luzia de Simoni e Nadja Naira.

 

O MITO

Medeia, em cada releitura, é mais poderosa e assustadora. Exilada e misteriosa, tinha habilidade de constranger os deuses à sua vontade e de cometer crimes e sacrilégios. Foi construída como uma mulher que, ferida na alma pelo brutal sentimento do amor, tornou-se, após seus atos funestos, errante e expatriada.  Sêneca a compara às forças naturais do mar, da terra, do fogo e dos raios. É um ser humano agitado por uma paixão indomável - tão humano, que o motivo dos poderes mágicos é quase completamente esquecido, e apenas aflora uma vez, nos venenos dos peplos com que mata a sua rival. Para os olhos de Jasão, seu grande amor, ela havia se tornado bárbara, pobre e culpada. Apesar das perdas e perseguições, Medeia sempre conseguiu evadir-se vitoriosa em suas fugas.

 

 

Inscrições abertas para a oficina com Inez Viana, para seleção do coro.

Procura-se pessoas de todos os sexos, maiores de 65 anos, para participarem de uma obra teatral, que tem inspiração no mito da “Medeia”. Não precisa ter experiência anterior, a não ser a própria vida. Não precisa ter nenhuma expectativa em relação ao trabalho, só estar nele. Precisa querer se encontrar com outras pessoas e ter sua própria manifestação artística. Seja ela como e qual for. 

A oficina  tem por objetivo criar um grupo que irá dialogar com a Debora e com a plateia, traçando um paralelo entre a Arte e a vida real, presente. Queremos abrir o teatro para todas e todos que quiserem nele estar. Como disse o coreógrafo francês Jerome Bel, "o teatro é uma comunidade tanto em cena quanto fora dela”. Nesta oficina/ensaio, irei focar nos gestos e memória de cada um, em suas particularidades e sonhos. Mas principalmente, no encontro com o outro. Durante os três dias de oficina, serão selecionadas 10 senhoras para fazerem o coro da “Medeia”, no espetáculo “Mata Teu Pai”. Essa experiência foi muito bem sucedida nas cidades de São Paulo (Sesc Ipiranga) e em Curitiba (Festival de Teatro de Curitiba). Texto da diretora da cia OmondÉ, Inez Viana, que conduzirá a oficina.

Data da oficina:  21 a 23 de março (quarta a sexta) - Gratuita

Horário: 14h às 17h

Local: Teatro Sesiminas - Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia

Inscrições: https://goo.gl/4Vca6s ou por e-mail rubim@rubim.art.br

Imagens Vídeo - Mata Teu Pai: https://vimeo.com/198869349

 

SERVIÇO: “MATA TEU PAI”

Classificação: 14 anos  / Duração: 60 minutos

Data/Horário: 24 e 25 de março. Sábado, às 21h e domingo, às 19h.

Local: Teatro SESIMINAS - Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia

Ingressos plateias I e II: R$30,00 (inteira)  e R$ 15,00 (meia)

Meia entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados (conforme MP 2208/2001) 

Vendas:  Bilheteria do teatro ou site de vendas: www.tudus.com.br

Informações: (31)  3241-7181

www.teatroemmovimento.art.br

www.centroculturalsesiminasbh.com.br

 

 

Informações para a imprensa:

Jozane Faleiro - jozane@luzcomunicacao.com.br

31 992046367 - 31 35676714

 

DEBORA LAMM CELEBROU 20 ANOS DE CARREIRA, EM 2017

Debora Lamm concluiu as filmagens dos longas-metragens 'Como é cruel viver assim', em 2017, roteiro de Fernando Ceylão com direção de Julia Rezende (seu personagem ‘Regina’ é uma empregada doméstica de caráter duvidoso) e 'Chocante', roteiro de Bruno Mazzeo com direção de Jhonny Araújo (seu personagem ‘Quézia’ é presidente do Fã Clube de uma boy bands dos anos 80 que tenta ressurgir com eles a todo custo). Ambos serão lançados em 2017. Estudou teatro no O Tablado e tem11 indicações a prêmios de teatro como atriz e como diretora, tem quatro troféus no currículo. Participou de mais de 30 espetáculos. É integrante da Cia OmondÉ desde sua formação, em 2010. No cinema, foi protagonista do sucesso de bilheteria 'Muita Calma Nessa Hora' e do premiado 'Seja o Que Deus Quiser', de Murilo Salles. Durante quatro anos, ao lado de Bruno Mazzeo, atuou no primeiro programa de dramaturgia da TV a cabo brasileira, o sucesso 'Cilada'. Na TV Globo, trabalhou com Mauricio Farias, Dennis Carvalho, Denise Saraceni, Gilberto Braga, Felipe Miguez, Isabel de Oliveira, Guel Arraes, entre outros, em séries e novelas como 'Geração Brasil', 'Celebridade', 'Sabor da Paixão', 'Um Anjo Caiu do Céu', 'Junto e Misturado' e, atualmente, é uma das protagonistas do humorístico 'Zorra'.

 

 

SOBRE O FESTIVAL TEATRO EM MOVIMENTO

 

O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, completa 16 anos, em 2017, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para Belo Horizonte que tornou-se, ao longo do tempo, praça relevante para a apresentação de importantes repertórios. Além disso o projeto também atua em outros Estados e o outras cidades. Desde então, contabiliza 178 montagens, que somam mais de 526 apresentações, envolvendo cerca de 552 artistas, em 14 cidades, 27 teatros e público superior a 394.214 mil pessoas.

 

Inicialmente, atuando em Minas Gerais e seu entorno, o projeto trouxe àcapital mineira e algumas cidades do interior, espetáculos com peso nacional, tendo no elenco atores como Bibi Ferreira, Lázaro Ramos, Tais Araújo, Selton Mello, Renata Sorrah, Thiago Lacerda, Grace Passô, Débora Falabela, Yara de Novais, Mateus Solano, Glória Menezes, Antônio Fagundes, Nicete Bruno, Paulo Goulart, Marco Nanini, Luana Piovani, Lilia Cabral, Rodrigo Lombardi, Cláudia Raia, Marisa Orth, Paulo Gustavo, Julia Lemmertz e muitos outros. Dentre os espetáculos que o projeto deslocou para a capital mineira estão “Hamlet”, “Incêndios”, “Esta Criança”, “Gonzagão –a Lenda”, “Bibi Ferreira –Histórias e Canções”, “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, “O Grande Circo Místico”,

 

“New York, New York”, “Bem-vindo, Estranho”, “Milton Nascimento –Nada SeráComo Antes”, “Cassia Eller –o Musical”, “Azul Resplendor”, “Poema Bar”e muitos outros.

 

O projeto também já atuou em outras cidade brasileiras, como São Luiz (MA), Vitória (ES) e Aracajú(SE), Corumbá(MS), São Paulo (SP), Mangaratiba (RJ), Canaãdos Carajás.(PA) Em Minas Gerais, além de Belo Horizonte, o projeto atua ou jáatuou em Imperatriz, Açailandia, Parauapebas, Mangaratipa, Itabirito, Mariana, Ourilandia, Ouro Preto, Araxá, Tiradentes, Betim, Contagem, Ipatinga, Nova lima e Juiz de fora. Os resultados do projeto vão além da inclusão das cidades na circulação das montagens. A iniciativa possibilita a formação de um espectador mais crítico e de um público mais preparado e habituado a lotar as salas dos teatros. A ideia éconsolidar o hábito de ir ao teatro e fomentar a cultura das artes cênicas, por isso os espetáculos acontecem ao longo do ano e não concentrados em um curto período como nos festivais. O teatro, sendo um agente de transformação social, écapaz de atuar como um difusor de ideias e de cultura podendo ser usado como um instrumento de comunicação. Para ratificar a potencialidade de transformação social e cultural do teatro e colocar em prática os objetivos do projeto, o Teatro em Movimento ainda promove, sempre que possível, oficinas gratuitas, palestras e workshops para profissionais da área e interessados. Dessa forma, cria-se uma rede de circulação de informação fortalecendo a possibilidade de sustentabilidade do setor cultural.

 

 

 

 

 

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