CCBB APRESENTA “O CAPOTE”

 

Espetáculo inspirado na obra de Nikolai Gogol, com direção de Yara de Novaes, adaptação de Drauzio Varella e Cássio Pires, e Rodolfo Vaz no papel de Akaki, faz temporada no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte, do dia 10 de outubro a 9 de novembro

 

Inspirada na obra de Nikolai Gogol (1809-1852), um dos principais autores da literatura russa do século XIX, “O Capote” trata das desventuras de Akaki Akakievitch, um escrevente de uma repartição pública de São Petersburgo que precisa se submeter a severas restrições a fim de conseguir economizar dinheiro para comprar um novo capote. Transitando entre o cômico e o trágico, o conto de Gogol é considerado um marco na história da literatura, por abordar de forma inédita a relação do homem com a metrópole. Na montagem, com direção de Yara de Novaes, adaptação de Drauzio Varella, e dramaturgismo de Cássio Pires, a perspectiva irônica do autor é retomada em uma encenação em que a submissão de Akaki às estruturas de poder ganha uma nova leitura. Em cena, os atores, Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas, e a musicista Sarah Assis constroem um jogo em que narrativas, diálogos, música assinada por Morris Picciotto, cenário de André Cortez, intervenções em vídeo criadas por Rogerio Velloso, reinventam as potências do texto original.

 

“O Capote” faz temporada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), espaço que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, de 10 de outubro, ao dia 09 de novembro, sempre de quinta a segunda, às 20h.

 

O início

 

O projeto começou a ser pensado há 6 anos, quando Rodolfo Vaz fazia a peça “Por Um Fio”, de Drauzio Varella, junto com a atriz Regina Braga. Após comentar com o médico e escritor o seu desejo de viver o personagem Akaki (protagonista da novela de Gogol) nos palcos, Rodolfo ganhou de presente de Drauzio uma adaptação do conto para o teatro, feita por ele mesmo. “Quando um artista escolhe esse ou aquele texto para uma adaptação teatral, a escolha se dá primeiro porque aquela obra gera grande prazer estético e filosófico e também porque ela tem a vocação para ser matriz de um processo muito livre e amplo de criação teatral. Um processo que do começo ao fim terá os genes daqueles artistas que compõem o coletivo teatral”, comenta Rodolfo Vaz.

 

A escolha de O CAPOTE, escrita por Nikolai Gogol, em 1842, para esse projeto de montagem não foi diferente. Clássico da literatura universal, essa novela é exemplar em todos os sentidos que habilitam uma obra de arte como tal: poético, formal, filosófico, político, crítico e criador. Seu impacto foi tão grande para a literatura russa a partir do século XIX que fez com que Dostoiévski escrevesse: “Todos nós saímos do Capote!”.

 

 

Equipe criativa

 

Rodolfo Vaz, vencedor do Prêmio SHELL, em 2007, por sua atuação em “Salmo 91” (dirigido por Gabriel Villela, com texto de Drauzio Varella), é o intérprete do insólito e hesitante Akaki Akakievitch.  Com mais de 20 espetáculos na carreira, sete deles no Grupo Galpão, e sete longas metragens, Rodolfo tem como característica de atuação o perfeito diálogo entre o mundo externo e o interno das personagens que compõe, qualidade essencial para dar vida a Akaki.

 

Yara de Novaes é uma diretora que tem trabalhado sistematicamente com a narrativa como ponto de partida para a criação de um espetáculo teatral. Já levou aos palcos autores como Fiódor Dostoiévski, Fernando Bonassi, Móricz Zsigmond, Lygia Fagundes Telles e Murilo Rubião. A diretora é mineira e reside atualmente entre Belo Horizonte e São Paulo, trabalhando com vários grupos nestas duas cidades.

 

Drauzio Varella e Rodolfo Vaz encontraram-se por duas vezes em trabalhos de grande êxito, o já citado “Salmo 91”, baseado no livro Carandiru, e em “Por um Fio”, obra que levou aos palcos a narrativa integral do livro homônimo de Drauzio. Em “Salmo 91”, Rodrigo Fregnan também estava como ator e foi lá que ele e Rodolfo se conheceram.

 

Rodolfo Vaz e Yara de Novaes trabalharam juntos no espetáculo “O Amor e Outros Estranhos Rumores”, baseado em contos de Murilo Rubião com direção de Yara, e em “O Continente Negro”, ambos espetáculos do Grupo 3 de Teatro. Também atuaram juntos em “O Inspetor Geral” de Gogol, na montagem do Grupo Galpão.

 

O projeto conta também com os atores Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas, a musicista Sarah Assis, além do dramaturgista Cássio Pires, o vídeo artista Rogerio Velloso, o cenógrafo André Cortez, o músico Morris Picciotto, e a atriz, bailarina e diretora Kênia Dias como preparadora corporal e assistente de direção, artistas com trabalho autoral e investigativo, fundamentais na criação de um processo onde a experimentação e o risco serão matérias-primas para a criação de um CAPOTE contemporâneo e longevo.

 

 

O processo

 

O início dos ensaios foi chamado de “Vestindo o Capote”. Nessa etapa aconteceram quatro  encontros diferentes para se falar sobre o conto e sua forma satírica de retratar a Rússia do século XIX. Cada encontro contou com um convidado. Foram eles: o filósofo Mario Sergio Cortella, o escritor Fernando Bonassi, Drauzio Varella, a pesquisadora e professora russa Elena Vássina e a atriz e diretora Cristiane Paoli Quito.

 

Elena Vássina comentou o texto com foco nas referências escolhidas por Gogol, os elementos que ele priorizou na narrativa; Cortella caminhou para uma discussão mais filosófica, passando por conceitos etimológicos; Bonassi trouxe provocações para a parte dramatúrgica; Drauzio discutiu o olhar de compaixão que Akaki desperta nos leitores; e por último, Paoli Quito trabalhou com os atores uma visão física do texto, no corpo dos intérpretes.

 

Esses encontros trouxeram a análise da obra e uma reflexão sobre quais seriam as interlocuções filosóficas, políticas, sociais e artísticas do conto com o mundo em que vivemos hoje. ”Essa fase do processo trouxe uma certeza sobre a montagem: Akaki não é um sujeito que conta a própria história, os outros não permitem isso, a identidade do Akaki é dita por outros, foi essa descoberta que nos levou a inserir os dois narradores”, comenta a diretora Yara de Novaes;

 

Após essa etapa, começaram os ensaios com o dramaturgo Cássio Pires, que junto com os atores e a direção, a partir de improvisos sobre a adaptação  e do conto de Gogol, fez um trabalho dramatúrgico em cima da adaptação de Drauzio. O resultado final dessa dramaturgia é o que se vê no palco.

 

A estreia nacional foi no CCBB SP, no dia 25 de julho.

 

 

Ficha Técnica

Direção: Yara de Novaes. Elenco: Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas. Musicista: Sarah Assis. Autor: Nikolai Gogol. Adaptação: Drauzio Varella. Dramaturgismo: Cássio Pires. Assistência de direção e preparação corporal: Kênia Dias. Cenografia e figurinos: André Cortez. Trilha sonora e música original: Dr.Morris. Vídeo arte e design de projeção: Rogerio Velloso. Criação de luz: Bruno Cerezoli. Visagismo: Leopoldo Pacheco. Arte e projeto gráfico: Lápis Raro. Fotografia: João Caldas. Coordenação de produção  SP: Marlene Salgado. Produção: Oitis Produções Culturais e Rose Campos.

Vídeo release “O Capote”: https://www.youtube.com/watch?v=KOFnCD_jT-o&list=PLhnExfBbbmATypa-DHyVWSLVT3Yqj7c5L

 

 

 

SERVIÇO

 

“O Capote”, uma adaptação da novela de Nikolai Gogol

Duração: 70 minutos/ Classificação indicativa: 12 anos /Gênero: Tragicomédia

Datas e horários: de 10 de outubro a 9 de novembro, sempre de quinta a segunda, às 20h

Local: Teatro I – CCBB BH - Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte (MG) - Capacidade: 264 lugares

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia entrada) - na bilheteria do teatro ou no site: www.ingressorapido.com.br

Mais informações: (31) 3431-9400

 

Obs: O CCBB BH não tem estacionamento


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Informações para a imprensa sobre o espetáculo:

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