SÉRGIO PERERÊ LANÇA LIVRO "A MORTE DE ANTÔNIO PRETO", COM SHOW NO MEMORIAL DA VALE, DIA 12 DE ABRIL
MUSICAL INFANTIL “O TUBARÃO MARTELO E OS HABITANTES DO FUNDO DO MAR” FAZ ÚNICA  APRESENTAÇÃO NO DIA 11 DE MARÇO, NO TEATRO BRADESCO, EM BH

O músico, cantor e compositor Sérgio Pererê realiza pocket show para lançamento de
seu romance “A morte de Antônio Preto” (Ed. Nandyala), inspirado na cultura popular
de Minas Gerais. Em rimas, como na literatura de cordel, o livro é um mergulho no
universo do Reinado, onde estão presentes os festejos de Catopês, Marujos e
Caboclos. O evento será gratuito, no dia 12 de abril (quinta-feira), às 19h, no Memorial
Minas Gerais Vale – no Circuito Liberdade: Praça da Liberdade, 640 – Savassi, esquina
com Rua Gonçalves Dias.


Sérgio Pererê conta que o enredo surgiu de histórias e outras experiências vivenciadas
em casa: “Minha mãe sempre falou da morte com grande tranquilidade, por vezes, até
chegava à comicidade. Ela contava a história do meu avô que morreu, mas
ressuscitou, por meio da ação de um curandeiro misterioso. Aquilo causou um espanto
nas pessoas que choravam o defunto e, ouvindo seu gemido durante o velório, saíram
correndo, se atropelando e caindo barranco abaixo”, lembra Pererê. Sobre feitiços e
devoção, o autor conta que sempre escutou muitas histórias, em casa. Outros
conhecimentos adquiriu em sua andanças por Minas Gerais. “Numa viagem a Milho
Verde, no interior de Minas, conheci os vissungos – cantos de herança banto entoados
em variadas situações, incluindo a colheita, o garimpo e a morte – por meio de dois
grandes amigos: Ivo Silvério e Antônio Crispim. Esses dois me trouxeram, além dos
vissungos, uma compreensão mais profunda sobre as festas do Rosário daquela
região que envolve Marujos, Caboclos e Catopês. A partir dali, fiquei imaginando como
seria falar sobre tudo aquilo de modo que soasse natural e de dentro pra fora, com
uma linguagem capaz de contemplar as pessoas que são guardiãs da cultura popular.
Foi então que, um certo dia, me vieram como um sopro alguns versos em forma de
cordel e resolvi dar sequência. Escrevi, depois voltei a Milho Verde e, na beira de um
fogão de lenha, li a história para o mestre Ivo. Ao fim da leitura, ele disse: "Meu Deus!
Tá todo mundo aí", detalha Pererê.
O multiinstrumentista une a literatura à música e traz para o lançamento repertório
autoral, além de canções conhecidas do grande público. Suas composições já foram
gravadas por nomes como Ceumar, Titane, Eliana Printes, Fabiana Cozza e Maurício
Tizumba, além de ser cantado por nomes como João Bosco, Milton Nascimento e
Chico César. Apesar da destreza do djembé à guitarra, de charango à rabeca, Sérgio
Pererê opta pelo formato voz e violão em um encontro intimista no auditório do museu.


SOBRE SÉRGIO PERERÊ
Com origem no Bairro Novo Glória, região Noroeste de Belo Horizonte, Pererê foi
iniciado na música ainda na infância. Influenciado pelo blues e rock progressivo, criou
a banda AVONE, em que iniciou seu trabalho como compositor. Mais tarde, ao lado
dos violonistas Meliandro Gallinari e Rafael Trapiello, e da flautista argentina Andréia

Cecília Romero, compôs o quarteto Pedra de Tucum. Em 1995, junto com Santonne
Lobato e Giovanne Sassá, deu início ao Tambolelê, grupo com o qual lançou dois
álbuns, excursionou pela Europa, EUA, Nova Zelândia e México, e criou o projeto
sociocultural Associação Bloco Oficina Tambolelê, voltado ao ensino de percussão para
jovens de seu bairro de origem. É o seu trabalho solo, no entanto, que pode ser
considerado o mais expressivo de sua carreira e onde as referências afro-mineiras
encontram-se de forma mais inovadora, com vertentes da contemporaneidade.

Faz parte desse trabalho cinco CDs autorais: Linha de Estrelas (2005), Labidumba (2008),
Alma Grande, Ao Vivo (2010), Serafim (2011) e Viamão (2016), este criado em
parceria com o grupo argentino No Chilla. O artista também já dividiu o palco com
Milton Nascimento, Naná Vasconcelos, Wagner Tiso e João Bosco e integrou o grupo
Sagrado Coração da Terra, ao lado de Marcus Viana. No teatro, Sérgio Pererê atuou
nos espetáculos “Besouro, Cordão-de- Ouro” e “Bituca – O Vendedor de Sonhos”,
ambos dirigidos por João das Neves, e interpretou Dom Quixote em “Oratório – A Saga
de Dom Quixote e Sancho Pança”, espetáculo da Cia Burlantins, dirigido por Paula
Manata.


SERVIÇO
Show e lançamento do livro “A morte de Antônio Preto’”, de Sérgio Pererê
Data: 12 de abril – quinta-feira, às19h
Local: Memorial Minas Gerais Vale - Praça da Liberdade, 640, esq. Gonçalves Dias 
ENTRADA GRATUITA.

Retirada de senhas uma hora antes do show

 


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