Blackbird,  de David Harrower, premiada internacionalmente, faz curta temporada no CCBBBH, de 3 a 14 de maio de 2018
MUSICAL INFANTIL “O TUBARÃO MARTELO E OS HABITANTES DO FUNDO DO MAR” FAZ ÚNICA  APRESENTAÇÃO NO DIA 11 DE MARÇO, NO TEATRO BRADESCO, EM BH

Texto vencedor do Festival Internacional de Edimburgo e do Prêmio Laurence Olivier Award, inspirado em um caso real de pedofilia, traz o reencontro de um homem e uma mulher que viveram caso polêmico quando ela tinha 12 anos e ele 41. Agora, eles estão cara a cara para um acerto de contas. Protagonizado por Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi e direção de Bruce Gomlevsky, esta será a primeira vez que a montagem será apresentada em Belo Horizonte, após 4 anos de sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro e por 2 anos consecutivos ,com todas as sessões com ingressos esgotados no Festival de Curitiba de 2018

Sucesso de público e crítica, Blackbird, do escocês David Harrower estreou na cidade do Rio de Janeiro, dia 06 de setembro de 2014, sob a direção de Bruce Gomlevsky, e protagonizada por Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi. Após 6 temporadas bem-sucedidas nos teatros do Rio de Janeiro: Gláucio Gill, Casa de Cultural Laura Alvim, Tom Jobim, Serrador, Dulcina e Glauce Rocha, BLACKBIRD chega a Belo Horizonte para sua 7² temporada. (É a 1ª vez que o espetáculo cumpre temporada fora do Rio de janeiro). Recentemente com uma montagem na Broadway, com Jeff Daniels e Michelle Williams, recebeu indicações ao Tony Awards de melhor texto, ator e atriz. Em 2016, a versão cinematográfica de Blackbird, intitulada UNA (nome da personagem feminina) teve première no Festival Internacional de Toronto, e em 2017 o lançamento foi mundial.

 

Inspirada em um caso real de pedofilia, Blackbird aborda um tema de caráter social, ético e moral, através de um homem de 56 anos e uma jovem de 27, que se reencontram quinze anos depois de terem tido uma relação amorosa, quando ela tinha apenas 12 anos de idade e ele, 41. Um drama que discute sobre as consequências a longo prazo do abuso sexual, o amor entre pessoas de idades diferentes, os instintos sexuais versus os padrões éticos e morais que temos em nossa sociedade. Mas Blackbird vai além ao dialogar com esse tema de maneira responsável e humana, sem ser unilateral, preconceituosa e sensacionalista.

 

Ética, moral e tabu:

A todo o momento vemos casos semelhantes serem noticiados pelos meios de comunicação, mobilizando iniciativas governamentais e não governamentais no combate e solução do problema. Entretanto, algumas mídias divulgam e exploram a pedofilia de maneira sensacionalista, e essa é a grande diferença de Blackbird, que não aborda o tema com tal característica, e, sim, pretende "discutir" o assunto ampliando a nossa definição de ética, moral e tabu, não se limitando apenas a uma discussão simplista de abuso sexual.

 

 

A PEÇA:

Em seu local de trabalho, Ray, um homem de 56 anos de idade, fica chocado ao ser visitado por Una, uma jovem de 27 anos. Fica evidente o desconforto entre ambos, mas logo descobrimos o motivo: quinze anos antes, quando ela tinha apenas 12 anos, e ele 41, os dois tiveram um relacionamento amoroso durante três meses, mas que, ao ser descoberto, Ray fora condenado por pedofilia. Ao cumprir sua pena, Ray muda de cidade e de nome e consegue se estabelecer em uma nova vida razoavelmente bem-sucedida. Entretanto, Una ao reconhecê-lo em uma fotografia de uma revista especializada, busca descobrir seu endereço para ir ao seu encontro. Ray a conduz ao refeitório da empresa, onde os dois se envolvem em um confronto longo e difícil que provoca contínuas lutas e necessidades para se entenderem e entrarem em acordo com suas emoções intensamente conflitantes.

 

SOBRE A MONTAGEM:

“O realismo de que a montagem está adequadamente investida foca todas atenções nos diálogos. A peça se passa em um container abandonado de trabalho, com muito lixo, pé direito baixo e atmosfera claustrofóbica. A luz é quente, tudo converge para a oposição entre o ponto de vista de Ray e o de Una por sobre a mesma história e o que poderá acontecer a partir dali”. - Rodrigo Monteiro (Crítico teatral e jurado do Prêmio APTR).

 

“Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi são responsáveis por uma das mais brilhantes atuações do teatro carioca em 2014. Não sei se ‘Blackbird’ foi a melhor peça teatral que vi esse ano, talvez até seja, mas com certeza foi a que me causou o maior impacto”. - Renato Mello (Jornalista do site Botequim Cultural).

 

“Excelentes trabalhos de YASHAR ZAMBUZZI e VIVIANI RAYES. Ambos atuam com muita verdade e maturidade profissional. É um privilégio ver o casal em cena. É muito gratificante assistir ao trabalho de dois atores que nos representam, que são motivo de orgulho para o TEATRO. Ambos mergulham, bem fundo, no âmago de seus personagens e trazem à tona todas as consequências daquele tsunami do passado”. Gilberto Bartholo (Critico Prêmio APTR).

 

“Estamos falando de Blackbird, e seu inesgotável poder de atrair o público. A emoção dos atores, a perfeição de sua atuação, nos deixa duplamente surpreendidos. Como o homem se sente culpado! Como a ex-adolescente não perdoa algo que a fascinou! Yashar Zambuzzi em sua surpreendente interpretação de Ray, o personagem que se condena como um criminoso, há o jogo selvagem de alguém que domina os mistérios da interpretação. A dupla de atores põe fogo naquele ambiente limitado entre as janelas fechadas de um porão, e a porta que poderia levá-los à salvação. "Una" (interpretada por Viviani Rayes), é a jovem mulher que quer acertar as contas com o seu primeiro amor. Insolência, entrega e perplexidade fazem da personagem um trabalho de exceção para qualquer atriz. Viviani Rayes, em sua fragilidade, aumenta a credibilidade da situação”. Ida Vicenzia (crítica de teatro).

 

“Os atores Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes oferecem-nos uma atuação de excelente qualidade, numa entrega vigorosa de ambos ao texto. O embate entre eles nos tira da zona de conforto e coloca-nos diante da complexidade dos sentimentos humanos. Ali, frente a frente, quase parte da cena somos a quarta parede que tudo ouve e nada diz”. – Giselle Costa (Crítica do site Blah Cultural).

 

SINOPSE:

Texto vencedor do Festival Internacional de Edimburgo e do Prêmio Laurence Olivier Award, inspirado em um caso real de pedofilia, traz o reencontro de um homem e uma mulher que viveram caso polêmico quando ela tinha 12 anos e ele 41. Agora eles estão cara a cara para um acerto de contas.

 

SERVIÇO BLACKBIRD:

Duração: 80 min / Gênero: Drama / Classificação indicativa: 16 anos

Temporada: de 3 a 14 de maio de 2018 - de quinta a segunda, sessões às 20h

Local: CCCBBH - Praça da Liberdade, 450 – Funcionários

Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)

Clientes Banco do Brasil pagam meia-entrada

Venda de ingressos: bilheteria do teatro / ou www.eventim.com.br

Mais informações: (31) 3431-9400 I (31) 3431-9503

Ouvidoria BB 0800 729 5678
Deficiente auditivo ou de fala 0800 729 0088
Obs: O CCBB BH não tem estacionamento.
Redes sociais CCBB:(twitter)/@ccbb_bh . (facebook)/ccbb.bh . Site: bb.com.br/cultura

 

Assessoria de imprensa Blackbird: Luz Comunicação -

Jozane Faleiro -  (31) 992046367 / (31) 35676714 - jozane@luzcomunicacao.com.br

Assessoria de imprensa CCBB BH: Bárbara Campos Guimarães - (31) 3431-9412 - barbaracg@bb.com.br/ccbbbh@bb.com.br

 

 

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HISTÓRICO DE SUCESSO DE BLACKBIRD:

 

  • Destaque do Festival de Curitiba 2018/2017, entre as peças com maior público no Festival, com suas sessões esgotadas.

  • Comemorou a centésima apresentação no Festival de Curitiba/2017.

  • 4 anos em cartaz e 6 temporadas no Rio de Janeiro.

  • Recentemente na Broadway.

  • Filme baseado na peça foi adaptado para o cinema com o nome da personagem principal: Una.

  • Considerada pela revista Veja Rio como uma das 10 melhores peças em cartaz no Rio de Janeiro, com 3 estrelas.

  • Recebeu 4 indicações ao Prêmio Botequim Cultural nas categorias: Melhor espetáculo, Melhor ator, Melhor atriz e Melhor diretor.

  • Recebeu uma indicação ao Prêmio Shell na categoria Música.

  • Recebeu uma indicação ao Prêmio Questão de Crítica na categoria Trilha Sonora Original.

  • Considerado um dos 21 espetáculos mais populares do Site Teatro em Cena, RJ.

  • Classificada, pelo site Conexão Mundo, entre os 5 espetáculos imperdíveis no Rio.

  • Listada entre Os Melhores Espetáculos do Ano de 2014, no Rio de Janeiro, pelo Crítico Gilberto Bartholo (jurado prêmio APTR).

 

SOBRE O TEXTO E AUTOR:

David Harrower é considerado pela crítica do Reino Unido como um dos mais importantes escritores da atualidade. Em 2005 escreveu Blackbird, ganhando os prêmios de Melhor Peça Revelação no Festival Internacional de Edimburgo, em 2005, o Prêmio Laurence Olivier de 2007, de Melhor Peça e o Prêmio L.A Drama Critics Circle Award de 2011.

 

O texto tem a força de desafiar o público a expandir a sua definição de amor como também interrogar os limites éticos e morais. Qualquer um que já tenha vivido um relacionamento e esse amor foi interrompido, como um casamento que terminou em divórcio amargo, entenderá o desafio dos personagens, através dos segredos e autoenganos, tentando compreender o passado para que eles possam seguir em frente.

 

Perguntado do que a peça tratava, o autor apenas limitou-se a responder: “Eu tenho consciência de que estamos diante de um terreno minado e perigoso, pois todos nós sabemos que esse tipo de relacionamento não deve acontecer. Mas foi muito importante para mim deixar esses dois personagens numa sala, juntos e sozinhos, para dizer qualquer coisa que quisessem um ao outro, sem censurá-los. E eles podem e têm esse direito. Porque são as duas únicas pessoas que sabiam exatamente como se sentiam e o que eles de fato queriam”.

O ELENCO:

 

Yashar Zambuzzi: é ator formado pela EAD (Escola de Arte Dramática)-USP e Filosofia, pela mesma universidade. Trabalhou com Antunes Filho, um dos mais renomados diretores, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), onde, além de ator, exercia a função de professor de Filosofia. Fundou, com a atriz Viviani Rayes, a Te-Un TEATRO, ambos, produtores e intérpretes da aclamada montagem carioca, Blackbird, (2014/15 e 2016), de David Harrower, Em seus 33 anos de carreira em teatro, atuou em 30 produções, entre elas, A Tempestade, Júlio César e Tímon de Atenas, de W. Shakespeare, Race, de David Mamet, Silêncio!, de Renata Mizrahi, A Visita da Velha Senhora, de F. Dürrenmatt, Um Violinista no Telhado, de Jerry Bock, Sheldon Harnick e de Joseph Stein, O Interrogatório, de Peter Weiss, A Paixão Segundo Sóror Mariana Alcoforado, de Mariana Alcoforado, Senhora dos Afogados e Dorotéia, de Nelson Rodrigues, , O Processo, de F. Kafka, À Margem da Vida, de Tennessee Williams, Zoo Story, de Albbe, O Diário de um Louco, de N. Gógol, entre outros.  Esteve em importantes produções internacionais e nacionais de cinema como Cross & Star (2013) by Tiaraju Aronovich; Brazil Red (2011), série franco-canadense, by Sylvain Archambaul; Rio (2009) - Piloto para tv americana, by  Scott Steindorff; Nazi Hunters (2009) - Doc Drama para a National Geografic and History Channell, By Tim Wolochatiuk; Sem Fio (2007), de Tiaraju Aronovich; (2005); Via Láctea, de Lina Chimie ; Veias e Vinhos (2004) de João Batista de Andrade, entre outros. Nas academias, interessou-se em unir as antropologias filosófica e teatral, com o intuito de investigar a condição humana através do teatro. Em sua constante pesquisa, tem se interessado em transformar a literatura clássica em fenômeno cênico, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. Nos últimos quatorze anos tem se dedicado às obras de Fiódor Dostoiévski.

 

Viviani Rayes: Pós-graduada em Direção Teatral pela CAL (Casa de Artes Laranjeiras/ RJ). Também Cursou Direção Teatral com José Renato, fundador do Teatro de Arena de São Paulo. Diretora e produtora do consagrado monólogo PARA ONDE IR, a partir de Crime e Castigo de Dostoiévski, adaptação e atuação de Yashar Zambuzzi. Formada pela Escola de Teatro Ewerton de Castro e Escola de Atores Wolf Maya, ambas em São Paulo, trabalhou com importantes diretores, tendo inúmeros espetáculos em seu currículo, como Blackbird, de David Harrower, direção e Bruce Gomlevsky; Uma Sociedade, do conto homônimo de Virgínia Woolf, entre outros. Tem um trabalho sólido e ativo no mercado publicitário, estampando diversas campanhas comerciais. É professora de Técnica de Gravação na Escola Profissionalizante de Teatro Nu Espaço. Cursou Comunicação Social na Faculdade Cásper Líbero em São Paulo. Em 2006 estagiou como produtora nos programas “Mulheres” e “Edição Extra”, da TV Gazeta/SP, e em 2005 no programa “Tudo é Possível”, da TV Record/SP. É sócia e diretora de produção da Rayes Produções Artísticas LTDA. Em 2017 estava à frente da curadoria da Ocupação Glauce de Portas Abertas.

 

“Blackbird é teatro na sua forma mais elementar: um homem, uma mulher, frente a frente, em busca de respostas.” - New York Times -