Foto: João Caldas

“A TEMPESTADE”, DIRIGIDA POR GABRIEL VILLELA, CHEGA A BH
 

 

Adaptação da obra de Shakespeare reúne 11 atores, incluindo Celso Frateschi, para contar a cômica  história do feiticeiro Próspero. Montagem cumpre curta temporada no Cine Theatro Brasil Vallourec, de 27 a 29 de novembro

 

 

A Rubim Produções e a AB Concessões trazem à capital mineira o espetáculo “A Tempestade”, uma adaptação do texto de Willian Shakeaspeare, que marcou a despedida do autor inglês da dramaturgia. A versão brasileira é do diretor mineiro Gabriel Villela, com o ator Celso Frateschi no papel principal do nobre feiticeiro Próspero, Duque de Milão, que tem poderes mágicos e que vive exilado com sua filha em uma ilha fantástica. No palco, estão 11 atores, dos quais nove já trabalharam com Villela em outros projetos. Além de Celso, no elenco estão Helio Cicero (Caliban), Chico Carvalho (Ariel), Letícia Medella (Miranda) e Romis Ferreira, Dagoberto Feliz, Marcos Furlan, Rogerio Romera, Leonardo Ventura, Felipe Brum e Rodrigo Audi.A montagem apresenta um forte apelo estético através da cenografia e figurino que remetem à cultura mineira e vão de encontro com a vertente popular de Shakeaspere. Com música cantada e tocada ao vivo,sob a direção musical de Babaya e Marco França, “A Tempestade”ficaem cartaz no CineTheatro Brasil Vallourec, de 27 a 29 de novembro, sexta e sábado às 21h e domingo às 20h.

 

Para muitos estudiosos, “A Tempestade” foi a peça em que o consagrado autor inglês homenageou suas próprias criações anteriores e onde se despede da dramaturgia, já prevendo sua morte, que aconteceu cinco anos depois, em 1616.

 

Essa é a quinta direção de Gabriel Villela para uma peça de Shakespeare - depois de Romeu e Julieta (com o Grupo Galpão), Sonho de Uma Noite de Verão (com a Cia de Dança Palácio das Artes de BH), Macbeth (com Marcello Antony e Claudio Fontana) e Sua Incelença Ricardo III (com o grupo Clowns de Shakespeare).

 

EQUIPE CRIATIVA

O diretor escalou para trabalhar a espacialização da voz do elenco a italiana Francesca Della Monica, uma importante e frequente parceira artística de seus trabalhos mais recentes.  A preparação vocal e a partitura dos textos coube a outra antiga parceira de Gabriel Villela: a fonoaudióloga e preparadora vocal mineira Babaya, que já fez 28 espetáculos com o diretor, enquanto os arranjos instrumentais e vocais foram elaborados por Marco França, músico e ator do grupo Clowns de Shakespeare, que junto com Babaya, assina a direção musical e ainda com o suporte artístico e pedagógico do musicista e ator Dagoberto Feliz.

 

A música tocada e cantada ao vivo pelos atores é um elemento fundamental nesta montagem. Para compor o repertório da peça foram selecionadas canções populares brasileiras de domínio público cujo tema fosse universo das águas doces do Brasil e salgadas do Oceano Atlântico, com novos arranjos para ambientar a atmosfera onírica do espetáculo.

 

Os figurinos em tons de areia e terrosos e com inúmeras camadas de bordados, aplicações e sobreposições são de Gabriel Villela, com bordados de Giovanna Villela e acabamento de José Rosa.A cenografia de Gabriel Villela e Márcio Vinicius foi pensada para o formato de arena. O cenário aponta um grande círculo que envolve toda a encenação, remetendo à Ilha onde Próspero e sua filha Miranda vivem. Dentro deste círculo, potes de cerâmica, uma cama repleta de objetos míticos e de magia utilizados por Próspero, mesas, objetos que remetem a um navio naufragado, instrumentos musicais e outros símbolos teatrais preenchem a cena e tomam diferentes significados conforme a história acontece.

 

A iluminação é de Wagner Freire, os adereços e objetos de cena foram confeccionados por Shicó do Mamulengo e a direção de movimentos é do preparador corporal Ricardo Rizzo. Completam a equipe criativa os diretores assistentes Ivan Andrade e Cacá Toledo que já acompanharam Gabriel em muitos outros espetáculos. "Ivan e Cacá são peças definitivas, eles atuam e afetam a estética deste trabalho", ressalta o diretor.

 

SINOPSE

A obra se passa numa ilha remota, onde Próspero, duque de Milão por direito, planeja restaurar sua filha Miranda ao poder, utilizando-se de ilusão e manipulação. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se para invocar uma grande tempestade, visando assim atrair seu irmão Antônio, que lhe usurpou a posição de duque, e seu cúmplice, o rei Alonso de Nápoles, para a ilha. Lá, suas maquinações acabam por revelar a natureza vil de Antônio, provocando a redenção do rei, e o casamento de Miranda com o filho de Alonso, Ferdinando. A Tempestade é uma história de vingança, amor, conspirações oportunistas, e também de reconciliações e perdão. “Temos A Tempestade nas mãos, e isso não é pouco. Trata-se de um dos textos mais importantes de Shakespeare e o que ele tem de mais atual é o fato de tratar do desejo”, comenta Celso Frateschi. "Tenho atração e encantamento por obras que traduzem o universo mítico, onírico e poético, como A Tempestade", complementa Gabriel Villela.

 

ARQUEOLOGIA DA ENCENAÇÃO

Neste espetáculo, o diretor faz referências a alguns dos seus trabalhos anteriores, como uma citação a uma cena da sua versão de Romeu e Julieta com o Grupo Galpão, no momento em que os personagens Ferdinando e Miranda se encontram. O galho de árvore utilizado como o cajado mágico de Próspero, assim como o galho que simboliza uma cobra, vieram do fundo das águas da represa de Carmo do Rio Claro, terra natal de Gabriel Villela. Algumas canções escolhidas para a peça já estavam há anos na cabeça do encenador para esta montagem. Elas fazem parte de uma pesquisa musical feita por Babaya no CD Velho Chico. Potes de cerâmica achados em antiquários são utilizados para uma reprodução da voz humana na acústica grega. Esta é uma forma de aquecimento de voz utilizada por Babaya em muitas peças do diretor (com baldes plásticos), mas somente desta vez essa técnica entra em cena através dos potes. 

 

SOBRE GABRIEL VILLELA

Gabriel Villela estudou direção teatral na USP. É diretor, cenógrafo e figurinista. Iniciou sua carreira profissional em 1989 com “Você vai ver o que você vai ver”, de Raymond Queneau, e o “Concílio do Amor” de Oskar Panizza. Desde então, recebeu 3 prêmios Molière, 3 Prêmios Sharp, 8 Prêmios Shell, 10 Troféus Mambembe, 5 Troféus APCA, 5 Prêmios APETESP, 2 Prêmios Panamco, entre outros. Encenou Heiner Muller (Relações Perigosas), Calderón de la Barca (A Vida é Sonho) William Shakespeare (Romeu e Julieta, Ricardo III, Macbeth), Nelson Rodrigues (A Falecida e Vestido de Noiva), Arthur Azevedo (O Mambembe), Strindberg (O Sonho), João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina). Dirigiu a trilogia de musicais do Chico Buarque para o TBC: “A Ópera do Malandro”, “Os Saltimbancos” e “Gota D’Água”. Dirigiu também “A Ponte e a Água de Piscina”, de Alcides Nogueira. Dirigiu shows, musicais, óperas, dança e especiais para TV. Foi Diretor Artístico do Teatro Glória / RJ (1997/99) e também do TBC em SP (2000/2001).

 

Tornou-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional, sendo convidado a participar de Festivas nos EUA, Europa e América Latina. Com o Grupo Galpão ("Romeu e Julieta", "A Rua da Amargura" e “Os Gigantes da Montanha”), Gabriel foi convidado para a temporada no Globe Theatre, em Londres, conquistando a crítica e o exigente público londrino. Seus últimos trabalhos foram "Um Réquiem Para Antonio", de Dib Carneiro Neto, com Elias Andreato e Claudio Fontana, “Os Gigantes da Montanha”, de Pirandello, elogiado espetáculo com o Grupo Galpão, “Macbeth”, de Shakespeare, com Marcello Antony e Claudio Fontana, “O Soldadinho e a Bailarina”, com Luana Piovani; “Calígula”, de Albert Camus com Thiago Lacerda; “Crônica da Casa Assassinada”, de Dib Carneiro Neto; "Hécuba" e "Sua Incelença Ricardo III".

 

SOBRE CELSO FRATESCHI

Ator, diretor e autor, Frateschi trabalhou com os principais diretores do teatro brasileiro, como Fernando Peixoto, Márcio Aurélio, Rubens Rusche, Enrique Diaz, Daniela Thomas, Roberto Lage e José Possi Neto. Foi premiado nos espetáculos: “Os Imigrantes-autoria própria”, Prêmio Mambembe de Melhor Projeto (1978), “Eras” (1988), de Heiner Müller, Prêmio Shell de Melhor Ator, “Do Amor de Dante por Beatriz”, de Dante Alighieri, com adaptação de Elias Andreato, Prêmio Apetesp de Melhor Ator (1996). É proprietário do Teatro Ágora, em São Paulo. Recentemente, interpretou “Potestad”, “Ricardo III” e“Sonho de um homem ridículo”. Foi um dos fundadores dos grupos Teatro Núcleo Independente, Teatro Pequeno, e Ágora – Centro para o Desenvolvimento Teatral, de São Paulo. Estreou no Teatro de Arena de São Paulo, em 1980, em “Teatro Jornal 1ª Edição”, de Augusto Boal.

 

Na televisão, participou de minisséries e novelas, como: Memorial de Maria Moura, A Muralha, O Beijo do Vampiro, Um Só Coração, Paixões Proibidas, Caros Amigos, Casos e Acasos, O Astro e José do Egito. Na área da administração pública, foi Secretário de Educação, Cultura e Esportes do Município de Santo André, entre 1989 e 1992 e 1997 a 1998 e Secretário de Cultura do Município de São Paulo ,no período de 2003 a 2004. Também foi Presidente da Funarte, de 2006 a 2008 e Secretário de Cultura de São Bernardo do Campo, em 2009. Na USP, desde 1980, é professor de Interpretação da Escola de Arte Dramática, (EAD/ECA/USP) e foi diretor do Teatro da USP de 2006 a 2007 e de 2010 até o início de 2014.

 

Ficha Técnica

Tradução: Marcos Daud. Direção: Gabriel Villela. Elenco: Celso Frateschi (Próspero). Helio Cicero (Caliban), Chico Carvalho (Ariel), Leticia Medella (Miranda), Dagoberto Feliz, Romis Ferreira, Marco Furlan, Rogerio Romera, Felipe Brum, Rodrigo Audi e Leonardo Ventura. Figurino: Gabriel Villela. Cenografia: Gabriel Villela e Márcio Vinicius. Direção Musical: Babaya e Marco França. Direção de texto e preparação vocal: Babaya. Antropologia da Voz: Francesca Della Monica. Iluminação: Wagner Freire. Direção de Produção: Claudio Fontana. Produção Executiva: Francisco Marques. Patrocínio:  AB Concessões, Sul America e 2S Inovações Tecnológicas através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministerio da Cultura.Produção local em BH: Rubim Produções

 

 

 

SERVIÇO

“A Tempestade”, com direção de Gabriel Villela

Duração: 100 minutos/ Classificação indicativa: 12 anos /Gênero: comédia

 

Datas e horários: 27 a 29 de novembro de 2015. Sexta e sábado, às 21h e domingo, às 20h.

Local: Cine Theatro Brasil Vallourec -Amazonas 315 - Centro, Belo Horizonte

Ingressos: Plateia 1 - R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia. Plateia 2 - R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia

Vendas: bilheteria do teatro  - www.compreingressos.com

Meia entrada válida para: maiores de 60 anos. E para estudantes devidamente identificado, válida até 40% dos ingressos vendáveis do teatro (conforme DECRETO nº 8.537, de 05 de outubro de 2015).

20% da capacidade vendável do teatro tem o valor de R$ 50,00 em atendimento ao Vale Cultura.

Clientes PORTO SEGURO tem direito a desconto de 50% sobre ingresso inteira mediante apresentação da carteirinha PORTO.

 

Informações: 31 3201 5211 -www.teatroemmovimento.art.br

 

 

 

Informações para a imprensa:

Jozane Faleiro - (31) 35676714 / 92046367 - jozane@ab.inf.br